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ZPE opera com Central de Serviços Compartilhados

00:00 | 12/06/2019

A coluna de ontem abordou a reestruturação da ZPE Ceará, que no próximo no dia 18 de julho deve formalizar o fim de todas as gerências (Recursos Humanos, Financeira e Administrativo). A direção do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) enviou uma resposta sobre as indagações de comprometimento do projeto de expansão da empresa, e se a ZPE ainda tem algum futuro. Eis a resposta.

"O Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) informa que a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) tem sido modernizada e reestruturada durante o processo de integração ao Complexo. As novas medidas têm o objetivo de levar o CIPP e a ZPE aos melhores patamares de eficiência e modernidade, com ganhos através da redução dos custos e da uniformidade dos processos. Para isso, foi criado o Centro de Serviços Compartilhados (CSC), englobando diversas áreas das duas empresas; modelo já adotado nas maiores companhias do País. As mudanças têm sido realizadas com a consultoria do Instituto Publix".

 

CIPP
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Expansão com recursos próprios

A expansão do projeto da ZPE Ceará, pelas informações do CIPP, terão continuidade.

Com os ganhos alcançados pela companhia deve ser possível realizar investimentos na ZPE II, "com recursos próprios do CIPP e da ZPE".

Na nota enviada ontem à coluna pela direção Complexo fica explicito que, com o projeto desenvolvido pela equipe do governo, juntamente com a expertise de Rotterdam, a ZPE deve receber investimentos em torno de R$ 15 milhões.

"O CIPP reforça seu compromisso com a economia e o desenvolvimento do Ceará e por isso, mantém a ZPE operando sem prejuízo aos seus clientes e mantendo o equipamento como prioridade de sua atuação", ressalta a nota.

Lucro 10% maior

O novo modelo de administração ZPE, segundo informações repassadas pela direção do CIPP, já apresenta resultados positivos sobre o lucro da empresa.

"Somente de janeiro a abril deste ano a ZPE lucrou R$ 4.412.925, superando em quase 10% o resultado acumulado durante todo o ano de 2018, quando atingiu a marca de R$ 3.979.532."

Duas operações

Mesmo com as últimas aquisição de empresas ocorridas no mercado de saúde, o setor de fusões tem sido visto com uma certa estabilidade. Levantamento da consultoria KPMG constatou duas operações de fusões no primeiro trimestre.

Estabilidade atípica

Um dos negócios fechados no primeiro trimestre deste ano, pelo levantamento da KPMG, envolveu uma companhia de energia. O outro ocorreu no setor de tecnologia da informação. O sócio da KPMG, Eliardo Vieira, explica que "essa estabilidade no trimestre é atípica, dado que, no período anterior, a movimentação foi relevante.

Possibilidade de recorde

Eliardo Vieira explica que, no semestre que estamos, já foram divulgadas operações de alto valor no setor de educação e saúde. "É provável que o exercício de 2019 alcance recordes de valores de operações dessa natureza no Ceará, principalmente de empresas cearenses adquirindo outras empresas nacionais. As operações internacionais ainda são modestas, mas com potencial grande", analisa.

Centrais de negócios

Aproximadamente 100 redes e centrais de negócios nordestinas devem participar do primeiro encontro do setor que começa quinta-feira, na sede do Sebrae. O evento tratará do futuro do segmento e dos desafios de crescimento no mercado.

Comprometimento da renda

Um número maior de famílias tem contraído empréstimos para pagar dívidas. Resultado: o índice de endividamento aumentou 0,7 ponto percentual em maio. A economista Mariane Hanson, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), explica que o dado é preocupante, mas existe a expectativa de melhora na economia.

Neila Fontenele