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Produtores querem mais tempo para cadastrar isenção

01:30 | 04/05/2019

Produtores rurais do Ceará querem prorrogar o tempo do cadastramento das isenções do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre as contas de energia. Na quinta-feira foi feito acordo para o adiamento do cadastro até o dia 31 de maio, mas os representantes de entidades ligadas aos setores de agricultura e pecuária temem que o tempo seja curto. Aproximadamente 200 mil produtores ainda não fizeram suas declarações, de um contingente que se aproxima de 500 mil.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Flávio Saboya, sugere um prazo até o fim do ano para a organização de todos os cadastros. O grande impasse está na agricultura familiar, que paga uma conta mais barata. Nesse grupo estão aposentados rurais e muitos não têm conhecimento sobre a necessidade de uma declaração rural.

O Governo do Estado e a Enel Distribuidora se disponibilizaram a fazer uma campanha, mesmo assim, ainda há o temor de que a informação não chegue com a rapidez necessária.

Detalhe: a isenção do ICMS sobre a conta de energia elétrica rural chega a 27%.

Grupo Reijers
Grupo Reijers

APOSTA NAS MÃES E NAS NOIVAS

O segmento de flores aguarda com expectativa os resultados de maio, em função do Dia das Mães e do "mês das noivas".

O diretor do Grupo Reijers, Roberto Reijers, explica que apesar da instabilidade econômica, a projeção de venda é boa, em torno de 30% a mais neste período.

Ano passado, o carro-chefe das vendas foram as rosas e as gypsophilas.

INSCRIÇÃO RURAL

Flávio Saboya também negocia com a Secretaria da Fazenda a simplificação da inscrição de produtor rural pessoa física. Ele explica que no Ceará a quantidade de itens exigidos é muito grande. Um modelo menos burocrático, segundo ele, ajudaria na formalização de um número maior de produtores.

MODELO FORA DE MODA?

A secretária de Fazenda, Fernanda Pacobahyba, explica que estão sendo estudados novos instrumentos para atração de empresas. Uma das ideias discutidas durante reunião dos secretários do Norte e Nordeste, realizada ontem, em Fortaleza, foi a criação de um fundo, em um modelo diferente do Finor. Diante das mudanças sugeridas, os incentivos fiscais podem se transformar em algo fora de moda.

INCREMENTO DE 10%

Os artigos de vestuário devem representar 33,3% dos presentes para as mães pelas estimativas da Fecomércio-CE. Para o CEO da Handara, Lúcio Albuquerque, somente a marca deve ter um incremento de aproximadamente 10%.

ESTAGNAÇÃO DA RENDA

O alto escalão das empresas também sofre com a paralisia na economia. Pesquisa de Remuneração para presidentes e diretores executivos da Page Executive, unidade de negócios do PageGroup especializada no recrutamento de executivos, mostra a queda de pagamento de bonificações e incentivos de longo prazo. A remuneração fixa média desse grupo ficou praticamente inalterada no ano passado.

INFLAÇÃO PARA OS FILHOS

Os presentinhos para o Dia das Mães estão subindo de preço. Dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE) mostraram que os itens mais procurados tiveram aumento médio de 1,92% este ano. A boa notícia é que a elevação ficou abaixo da inflação do período (5,19%, segundo o IPC/FGV).

DE OLHO NAS EXPORTAÇÕES

Empresas do Sistema B acreditam nas oportunidades para exportação. No Ceará, duas dessas companhias já se preparam para lançar seus produtos e serviços fora do Brasil. A Selletiva, na área ambiental, e a Amêndoas do Brasil, com a marca "A Tal da Castanha".

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