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Presidente de banco, discurso de candidato

09:54 | 30/06/2019

Quem foi ao almoço do Lide-Ceará, na sexta-feira, viu o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, relatando os feitos administrativos e uma série de atitudes como viajar o País nos finais de semana para ver de perto a atuação do banco. Falou que está se preparando para dar expediente como caixa em alguma agência do Interior do Nordeste, em dia de pagamento do Bolsa Família, de preferência. No seu discurso, chorou por três vezes.

A primeira quando contou ter sido abordado por um garçom em João Pessoa, prestes a perder a casa. Acabou resolvendo o caso em quatro dias. Depois quando falou da perda do pai, vítima da Aids e do preconceito vivido nos idos de 1991, e de uma cena vivida no Interior do Piauí. Lá, esteve na casa de uma mulher de 25 anos e mãe de quatro crianças. Deixara uma casa de taipa para morar em habitação de alvenaria, onde ele entrou descalço, como diz fazer em casa.

Uma das crianças lhe trouxe um coco e a mãe estava emocionada. "Eu chorava mais que ela". Sobre honestidade, lembrou um de seus axiomas e chegou a repetir pelo menos cinco vezes: "À Curitiba só vou a passeio ou a trabalho, preso não". Foi uma referência à Lava Jato, na qual seu sogro, o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, foi preso há quatro anos em Curitiba. Relatou a destruição causada na família da esposa. "Por causa disso, pode explodir o mundo, por que o meu CPF vale mais do que qualquer coisa. Na hora de fazer besteira ninguém fala isso".

Ele foi para o time de Bolsonaro a convite de Paulo Guedes. Até então sem cargo. Formava com Roberto Castello Branco (hoje Petrobras) e Rubens Novaes, uma trinca com a missão de montar plano de privatização. "A ideia era privatizar tudo, começar pelo Palácio do Planalto, o presidente da República iria morar de aluguel, não ia ter mais carro e ia voar de avião comercial", disse em tom de ironia. Segundo ele, o pessoal estava acelerado até ter choque de realidade. Três empresas foram poupadas e cada um dos três assumiu uma. Segundo ele, os outros dois não queriam a Caixa. Castello foi para a Petrobras e Novaes para o BB.

Pedro pode apenas ser um executivo compromissado com o Banco, focado nos resultados e emotivo. Mas pela desenvoltura ao tratar de banco com discurso humanizado e a disposição de viajar, deixou visível um perfil de potencial candidato ao Executivo. Ainda que venha a negar.

 

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Heitor Freire tem bom tráfego como trunfo

O presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiec), Beto Studart, convidou o deputado federal Heitor Freire (PSL) para ter com ele e com o presidente eleito Ricardo Cavalcante, na sede da entidade, na manhã de sexta-feira. Segundo Beto, "foi um encontro para tratar da indústria e do Ceará". Com desenvoltura no Governo Bolsonaro, a quem tem acesso desde antes da ascensão ao Planalto, Heitor cultiva o bom tráfego também no Estado. Antes mesmo de assumir o mandato chegou a reunir empresários e executivos em um almoço no vetusto Ideal Clube, em novembro do ano passado.

Até a vitória do presidente, Heitor era um desconhecido daqueles convivas, bem como de fatias importantes do eleitorado. A emersão de seu nome começou quando o Governo Dilma fracassou na economia, perdeu força política e deixou um vácuo - aquele vazio a ser logo ocupado. Com os movimentos de oposição de Direita (sem cerimônia), ele se tornou líder.

"O que me inspira ainda hoje é resgatar os valores que vêm sendo degradados aos poucos e perdidos nos últimos 10 anos. Temos que retornar os princípios conservadores de direita. Isso é exatamente o que grande parte da população quer", disse ao portal Tribuna do Ceará há cerca de dois anos. Agora, enfrentando oposição dentro do partido no Ceará, ele demonstra o prestígio que tem para além da política partidária. É um trunfo importante. A acolhida calorosa na Fiec foi emblemática.

Fernanda Pacobayba
Fernanda Pacobayba

Sefaz age para atrair importações

A Secretaria da Fazenda agiu para que as empresas que produzem para o setor de energias renováveis não sejam fábricas também de créditos tributários. E mais, para que elas optem pelo Ceará como chegada de suas importações. A secretária Fernanda Pacobahyba explica que a Instrução Normativa da Sefaz é compatível com a Resolução 13 do Senado e serve para estimular as indústrias do setor de energia renovável. A cada operação interestadual, a alíquota do ICMS é de 4% e havia a possibilidade de uma empresa importar um produto recolhendo 18% de ICMS e depois, ao vender para outro estado, debitar os 4%. "É um estímulo para que importem e apliquem a alíquota de 4% logo".

Afrânio Barreira, CEO da rede de restaurantes Coco Bambu, anuncia a abertura de novas unidades no Brasil
Afrânio Barreira, CEO da rede de restaurantes Coco Bambu, anuncia a abertura de novas unidades no Brasil

Coco Bambu e Afrânio no Iguatemi

O anunciado investimento de R$ 16 milhões a ser feito no shopping Iguatemi pelo Coco Bambu, um complexo de restaurante, espaço para eventos de adultos e infantis, lounge & music, e um gigante parque infantil Plus, ainda este ano, tem um valor intangível para o dono do negócio, Afrânio Barreira (foto).

Ele conta: "Meu primeiro emprego foi no shopping Iguatemi, eu era estagiário. Foi um período de aproximadamente 1,5 ano, entre 1981/1982. Trabalhei da terraplanagem até a inauguração. Quem me arrumou o estágio foi o Sr. Edson Queiroz a pedido do meu pai, amigo dele, Afrânio Barreira. Estive com Dr. Tasso diversas vezes em reuniões de obra. Sempre fui um admirador dele, ele sempre teve o meu voto. É com grande alegria para mim voltar ao Iguatemi agora como lojista âncora do shopping. Essa unidade tem um valor afetivo muito grande para mim, e estou muito feliz. O Tasso me recebeu com meus dois filhos, Ticiana e Felipe e meus dois sócios Ronald Aguiar e Eilson Studart, foi extremamente carinhoso conosco e fez em vários momentos muitos elogios ao Coco Bambu".

O Coco Bambu tem como meta abrir 19 casas até final de 2020. Vai ao mercado? "Nunca pegamos empréstimo bancário", diz Afrânio. Eleitor declarado de Bolsonaro, ele avalia a gestão. "Eu sempre na minha vida tive um compromisso muito forte com as "coisas que dão certo". Eu acho que o governo é bem intencionado, o time de ministros é excelente e as mudanças estão acontecendo". Em tempo: cada uma das lojas da rede está recebendo uma bandeira do Brasil.

Jocélio leal