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Educação e o mito do mais dinheiro

01:30 | 17/05/2019

Hábil na capacidade de ser inábil em quase tudo o que faz, o Governo Bolsonaro pôs uma carga até pretensamente ideológica ao anunciar os contingenciamentos dos recursos para a Educação. Ante a situação reprovável das contas públicas, deveria agir como um bom professor. Sair do passional e do empírico para a concretude dos números na hora de fazer o que venha a ser preciso. Não custa lembrar o relatório "Aspectos Fiscais da Educação no Brasil". Está lá: a despesa federal em educação quase dobrou sua participação, passando de 4,7% para 8,3% no período 2008-2017. Na proporção do PIB, a expansão também foi expressiva, passando de 1,1% para 1,8%. Em suma, a despesa com educação apresentou crescimento acumulado real de 91% no período 2008-2017 (7,4% ao ano, em média), enquanto a Receita Corrente da União cresceu apenas 6,7% em termos reais (0,7% ao ano).

Existe a ideia de que Brasil investe pouco em educação. Conforme o relatório, o Brasil investe em educação pública cerca de 6,0% do PIB, valor superior à média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) - de 5,5% - as maiores economias do mundo. Ademais, supera Argentina (5,3%), Colômbia (4,7%), Chile (4,8%), México (5,3%) e Estados Unidos (5,4%). "Cerca de 80% dos países, incluindo vários países desenvolvidos, gastam menos que o Brasil em educação relativamente ao PIB", aponta. O relatório foi elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), na gestão do então ministro da Fazenda, Eduardo Guardia e do ainda secretário do Tesouro, Mansueto de Almeida.

O relatório da STN adverte para um mito. O mito da necessidade de aumentar o volume de recursos para a área. Em 2017, o gasto primário da União em educação totalizou R$ 117,2 bilhões. Destes, R$ 75,4 bilhões com educação superior e R$ 34,6 bilhões em educação básica. Como proporção da Receita Corrente, a despesa praticamente dobrou sua participação, passando de 4,7% para 8,3% no período 2008-2017. A despesa com bolsas da Capes também cresceu. Entretanto, a despesa pesa pouco no total no gasto, o que reduz seu impacto no total da despesa.

Há evidências de que a atual baixa qualidade não se deve à insuficiência de recursos. A observação formulada pelo estudo nem sequer é cingida ao Brasil. Existe literatura sobre o tema. "A visão de que políticas baseadas apenas na ampliação de 'insumos' educacionais são, em geral, ineficazes". A STN até cita o Ceará no material. O estado obteve em 2015 o quinto melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos iniciais do Ensino Fundamental, mesmo com um gasto inferior à média da própria região Nordeste e à média nacional. O melhor Ideb municipal do Brasil, no mesmo ano, foi o de Sobral. Aplicava em 2017 valor inferior à média do próprio estado do Ceará.

É natural e saudável que as pessoas vão às ruas protestar contra os chamados cortes de recursos para a educação. Melhor dizendo, em larga medida, pelo perfil de quem foi, a massa de manifestantes nas ruas na quarta-feira, decerto, estava mais preocupada com o ensino superior, aquilo que lhes diz respeito em primeiro plano. Ante o desastrado comportamento em sala do ministro da Educação, criou-se o ambiente propício para a reação. De todo modo, ninguém, nem mesmo o Governo, fala em eficiência nos investimentos.

Facilidade sem perder a margem

A Smiles desenvolveu e implantou uma nova funcionalidade no seu processo de análise e compartilhamento de dados (Business intelligence - BI) para ter acesso em tempo real a todos os detalhes da operação de emissão de passagens. Promete o melhor desconto aos clientes sem perder margens sustentáveis. A ferramenta monitora cada etapa do processo reduzindo o tempo de resposta, seja para a escolha do destino, alterar algum preço de passagem em milhas ou algum ajuste operacional.

Quem é ela

A coach Marília Fiúza (foto) será uma das palestrantes do evento "Quem São Elas?". Marília vai estar no painel "Mente, corpo, essência. Como atingir a harmonia e melhorar a qualidade de vida?", amanhã, às 17h30, na praça da expansão do Shopping Iguatemi Fortaleza. O evento "Quem São Elas?" acontece de hoje a domingo.

As autopeças mais vendidas

O NPD Group (www.npd.com) inicia este ano seu monitoramento do mercado de distribuição de autopeças no Brasil. O serviço já monitora as vendas das principais empresas distribuidoras do País, cerca de 20% do faturamento do setor. O Painel de Distribuidores de Autopeças NPD aponta que as principais empresas faturaram no ano passado R$ 1.942 bilhão, alta de 7,3% em relação a 2017. O ranking das peças mais vendidas é liderado pela categoria de transmissão (28,9%), seguida por freios e suspensão (13,6%) e peças e componentes de motor (13,23%).

Horizontais

Cookies - A Duckbill, rede especializada em cookies, declara mais de 90 unidades vendidas e 18 em funcionamento. Até o final do ano fala em mais 50 e o atingimento da meta de 150 lojas em 2019. Para o Ceará, anunciam três.

Shopping - O Via Sul Shopping (Ancar Ivanhoe) declara cinco novos espaços e agenda mais quatro. São lojas e quiosques. O térreo do Deck Parking (também conhecido como estacionamento externo) recebe uma unidade da Gerardo Bastos.

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