Ceará registra mais de 10 mil diagnóstico de câncer de pele não melanoma entre 2023 e 2025
No Brasil, foram estimados mais de 220 mil novos casos só de câncer de pele não melanoma entre 2023 e 2025
15:00 | Jan. 10, 2026
O câncer de pele é um dos tumores mais frequentes no Brasil e no mundo, causado principalmente pela exposição excessiva ao sol. É mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo considerado raro em crianças e pessoas negras. Ele ocorre quando as células se multiplicam sem controle.
A detecção precoce permite a cura em mais de 90% dos casos. A médica dermatologista Tabata Natasha, da Rede ICC, explica que a radiação ultravioleta, durante a exposição excessiva ao sol, danifica o DNA das células e, ao longo dos anos, leva ao desenvolvimento da doença.
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“Outros fatores importantes incluem o histórico familiar de câncer de pele, ter pele, olhos e cabelos claros, o uso de câmaras de bronzeamento artificial, a baixa imunidade e a exposição ocupacional ao sol — principalmente para quem trabalha ao ar livre”, afirma.
A especialista lembra que também é preciso atenção à presença de inúmeras pintas e lesões prévias com potencial de malignização.
“Os sintomas variam conforme o tipo de câncer, mas os sinais de alerta mais comuns são manchas, feridas ou lesões que não cicatrizam, sangram, coçam ou crescem ao longo do tempo. É necessário observar pintas que mudam de cor, tamanho e formato, ou que apresentam bordas irregulares e várias colorações”, diz.
Câncer de pele: melanoma x não melanoma
O câncer de pele pode ser classificado de duas formas: câncer de pele melanoma e não melanoma. A dermatologista Tabata Natasha explica que o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer de pele, originando-se nos melanócitos (células que produzem o pigmento da pele).
“Embora represente cerca de 5% dos casos de câncer de pele, é responsável por até 80% das mortes pela doença”, revela. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pele melanoma registrou mais de 8 mil novos casos no triênio 2023-2025. No Ceará, o número estimado foi de 270 em 2025.
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Já o câncer de pele não melanoma, o mais comum no Brasil, é o mais frequente e de menor mortalidade, mas pode deixar mutilações bastante expressivas se não for tratado adequadamente. No Brasil, o INCA aponta, para o mesmo triênio, cerca de 220.490 casos. No Ceará, o número chega a 10.370.
“A cirurgia continua sendo o tratamento principal para melanomas em estágio inicial. Em 2026, avanços em diagnósticos por IA e imunoterapias personalizadas estão transformando o prognóstico para casos avançados”, finaliza.
Confira sinais de alerta (Regra ABCDE)
A regra ABCDE é um guia para identificar sinais de alerta de melanoma (câncer de pele):
- Assimetria: Uma metade da mancha é diferente da outra.
- Bordas: Contornos irregulares, serrilhados ou pouco definidos.
- Cor: Presença de várias cores (preto, castanho, cinza, azul ou vermelho) na mesma lesão.
- Diâmetro: Maior que 6 milímetros (tamanho de uma borracha de lápis).
- Evolução: Mudanças rápidas de tamanho, forma, cor ou surgimento de coceira e sangramento.
Serviço
Centro de Dermatologia Dona Libânia
R. Pedro I, 1033 - Centro, Fortaleza - CE, 60035-10
Telefone: (85) 3101-5456
ICC - Instituto do Câncer do Ceará
Rua Papi Júnior, 1222 Rodolfo Teófilo - Fortaleza - CE CEP: 60.430-235
Telefone: (85) 3288-4400