PGR considera que ida de Bolsonaro à Embaixada da Hungria não configurou busca por asilo político
A Procuradoria entendeu que a estadia do ex-presidente não configuraria uma preparação para pedir asilo político porque a saída dele do local foi espontânea
10:42 | Abr. 10, 2024
A Procuradoria-Geral da República entendeu não haver indícios de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) buscou asilo político na Embaixada da Hungria, em Brasília.
O parecer foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última quinta-feira, 4, mas estava em segredo de Justiça. Conforme O Globo, o documento sigiloso foi dirigido ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso na Corte.
Leia mais
Bolsonaro ficou hospedado por dois dias na Embaixada após ter o passaporte confiscado pela Polícia Federal durante investigação que apura tentativa de golpe de Estado.
A manifestação da PGR foi encaminhada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, sem recomendação de pedido de prisão contra o ex-mandatário.
No parecer, a PGR entende que a estadia de Bolsonaro não configuraria uma preparação para pedir asilo político porque a saída dele do local foi espontânea. Gonet também alegou que o ex-chefe do Executivo brasileiro não descumpriu medida cautelar imposta a ele.
Nos bastidores, o procurador-geral comentava não haver necessidade de prisão preventiva, como solicitado por parlamentares do PT e do Psol.
LEIA TAMBÉM | Bolsonaro na Embaixada da Hungria: veja o que ex-presidente alegou a Moraes