Prorrogada, CPI do Motim pode ir até eleição, mas previsão é terminar antes
O secretário da comissão, Disraeli Moura, adianta que os trabalhos podem terminar antes dos 120 dias concedidos pela prorrogação
19:34 | Jun. 09, 2022
A CPI das Associações Militares, instalada na Assembleia Legislativa do Ceará, poderá se estender até o período da campanha eleitoral. Os trabalhos da chamada CPI do Motim foram prorrogados pela segunda vez. Inicialmente, a CPI terminaria em 12 de dezembro do ano passado, mas foi prorrogada por 120 dias, que começaram a ser contados em fevereiro deste ano, quando terminou o recesso parlamentar. Pelo novo prazo, a investigação durarua até 1º de junho. Um dia antes, no dia 31 de maio, o requerimento de prorrogação foi submetido e aprovado.
O secretário da comissão, Disraeli Moura, adianta que os trabalhos podem terminar antes dos 120 dias concedidos pela prorrogação, que é contada a partir do dia 1º de junho. Segundo ele, "a expectativa é de que os trabalhos sejam concluídos bem antes desse novo prazo".
Nesse tempo, o atual presidente da Associação dos Profissionais de Segurança (APS),Cleyber Barbosa de Araújo, será convocado novamente para novo depoimento. O presidente da comissão, deputado Salmito Filho (PDT), já havia sinalizado a necessidade de aumentar o prazo para a entrega do relatório final.
“Eu imaginava que não fosse mais necessário, mas o tempo não foi suficiente. Tivemos as visitas, e elas foram importantes para não ficar a imagem de que a CPI avalia que as associações são ruins. Existem trabalhos bons, importantes, que merecem todo o nosso reconhecimento", afirmou o pedetista.
"Na investigação você encontra falhas e acertos. Os acertos você reconhece, e as falhas, a comissão deve encaminhar ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que é quem julga”, complementou.
Salmito argumentou que o novo prazo tem intuito de obedecer ao devido processo, com tempo para ouvir mais alguém, caso necessário.
Com informações do repórter Carlos Holanda