Sarto defende hospital de campanha do PV: "Uma vida não tem preço"

Prefeito de Forlaleza afirmou que hospital veio em momento de emergência e cumpriu seu papel. Estrutura foi investigada pela Polícia Federal

20:11 | Mar. 15, 2022

Por: Carlos Holanda
FORTALEZA, CE, BRASIL, 15-03.2022: Sarto Nogueira, Prefeito de Fortaleza vista o Estadio Presidente Vargas , que esta em reforma para que volte a receber partidas de futebol. em epoca de COVID-19. (Foto:Aurelio Alves/ Jornal O POVO) (foto: Aurelio Alves)

O prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), defendeu o hospital de campanha instalado do Estádio Presidente Vargas para atender pacientes infectados pela covid-19. A estrutura foi inaugurada em 18 de abril de 2020 e, desde aquele período, recebeu críticas e acusações de opositores do então prefeito Roberto Cláudio (PDT).

"Eu acho que uma vida não tem preço. Mil e poucas vidas que esse hospital salvou não têm preço nenhum, nenhum. Eu acompanhei, não era prefeito, mas acompanhei e acho que aqui a estrutura que veio num momento emergencial, numa hora de precisão, veio e cumpriu muito bem a sua missão e essas mil e poucas famílias agradecem", ele disse em coletiva no gramado do PV.

Sarto vistoriou as obras de retomada do equipamento cujo mês de entrega é abril. Traves e redes devem ser instaladas nesta semana, segundo a Prefeitura de Fortaleza.

Na campanha de 2020 à Prefeitura de Fortaleza, a Polícia Federal (PF) deflagrou operação Cartão Vermelho para apurar suposto prejuízo de R$ 7 milhões em contratos do hospital de campanha. Aliados de Roberto Cláudio afirmaram que a ação da PF teve natureza política, dada a proximidade do segundo turno da disputa na Capital. As movimentações policiais ocorreram dia 3 de novembro de 2020.

Então candidato, Sarto chamou a operação de "marmota do governo Bolsonaro", durante debate com Capitão Wagner (Pros). "Temos convicção que ao final dessa ação fiscalizatória, ficará comprovado o correto e austero uso dos recursos públicos para proteger e salvar vidas durante a pandemia", afirmou a Prefeitura de Fortaleza naquele dia.

No ano seguinte, quatro servidores da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) seriam afastados como consequência de outra operação, esta do Ministério Público do Ceará (MPCE), chamada Caldeirão. Também a partir de indícios de irregularidades nas contratações do hospital.