Indústria americana desenvolve robôs sexuais com pele sintética
Os modelos robóticos já estão em fase de desenvolvimento em companhias americanas.
Uma novidade na indústria voltada para o ramo de “sexy shop” tem causado polêmica entre consumidores e especialistas em comportamento social. A nova aposta da indústria do sexy shop é a produção de bonecas cibernéticas sexuais revestidas com pele sintética.
Os modelos robóticos já estão em fase de desenvolvimento em companhias americanas e o uso de tais brinquedos sexuais seria indicado para alívio do estress. Porém a novidade tem causado polêmica no meio acadêmico e entidades que defendem a igualdade de gênero.
Segundo alguns especialistas em comportamento e ética da Universidade Montfort (Inglaterra) e da Universidade de Skövde (Suécia), esse produto robótico erótico reforçará o estereótipo de que a mulher é um objeto sexual, prejudicará as relações na sociedade e poderá reforçar a violência sexual contra mulheres e até contra crianças.
Para barrar o andamento da produção dos protótipos, Kathleen Richardson e Erik Billing, especialistas em comportamento social e ética, lançaram a “Campaign against sex robots”( Campanha contra robôs sexuais). Segundo os especialistas, à medida que esses robôs sexuais forem capazes de simular o comportamento humano, mais complexa se tornará a relação entre humanos.
Segundo o site da campanha, o desenvolvimento do protótipo, é uma afronta aos princípios da igualdade, dignidade e liberdade humana. A campanha pede o fim de pesquisas e produção de robôs sexuais e pede o apoio de especialistas em robótica e tecnologias para apoiar o desenvolvimento de tecnologias éticas que refletem os princípios da dignidade humana, a reciprocidade e a liberdade.
Para mais saber mais sobre a campanha acesse: https://campaignagainstsexrobots.wordpress.com/about/
Redação O POVO Online