Ceará aumenta exportações para a China em 40,9%, indica estudo
Resultados refletem a crescente competitividade da indústria cearense e o fortalecimento de setores que vêm ampliando presença em mercados estratégicos
21:47 | Nov. 25, 2025
O Ceará ampliou as exportações para a China em 40,9%, tendo exportado US$ 68,2 milhões para o país asiático, entre janeiro e outubro deste ano. A base de comparação é o período equivalente do ano passado.
É o que aponta o Ceará em Comex, estudo realizado mensalmente pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Conforme o levantamento, o desempenho foi impulsionado pela forte diversificação da pauta exportadora.
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Entre os principais produtos enviados para a China, destacaram-se no período:
• Rochas ornamentais – US$ 18,8 milhões (+292,2%).
• Ceras vegetais (carnaúba) – US$ 18,3 milhões (+18,9%).
• Pescados – US$ 13,7 milhões.
• Calçados – US$ 4,3 milhões (+102,0%).
Segundo análise do Ceará em Comex, “os resultados refletem a crescente competitividade da indústria cearense e o fortalecimento de setores que vêm ampliando presença em mercados estratégicos”.
Nesse sentido, entre janeiro e outubro de 2025, as exportações cearenses somaram US$ 1,88 bilhão, um crescimento de 47,4% na comparação com período equivalente de 2024. O resultado foi sustentado principalmente pelo avanço da siderurgia, além do desempenho de cadeias agroindustriais, que incluem frutas, ceras vegetais, castanha de caju e pescados.
O Ceará manteve a 17ª posição entre os estados exportadores do Brasil, respondendo por 0,65% do total comercializado do País para o Exterior. Apesar de ter estacionado no ranking nacional, o Estado registrou percentual superior ao registrado em 2024, que foi de 0,45%. Regionalmente, o Ceará ficou em quarto lugar, com 8,96% das vendas externas do Nordeste, uma posição acima da verificada no ano passado.
Quando consideradas as importações, o Ceará registrou US$ 2,33 bilhões, uma queda de 11,7%, que teria sido influenciada pela menor demanda por combustíveis e também pela redução nas compras da cadeia fotovoltaica.
Os resultados combinados de exportações e importações no período fizeram o déficit comercial recuar para -US$ 450,8 milhões, o que representa uma melhoria de 66,9%, na comparação a período equivalente de 2024.