Criada na França, mulher adotada ainda bebê busca raízes no Ceará

Nascida em 1990, Alécia Penin deseja conhecer pais biológicos e sua história. Teste recente apontou possíveis familiares na região de Sobral e Santa Quitéria

07:51 | Jan. 25, 2026

Por: Penélope Menezes
Alécia Penin procura os familiares e suas origens no Ceará, após ser adotada por casal francês durante a infância (foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Aos três meses de idade, Alécia Penin foi adotada por um casal de franceses. O registro em sua certidão indica o nascimento em 28 de junho de 1990, no município de Canindé, a 106,54 km de Fortaleza. Ao longo dos anos, a francesa vem tentando descobrir as próprias origens no território cearense.

Atualmente com 35 anos, Alécia chegou a se encontrar por duas vezes com a advogada responsável pela adoção. Durante a conversa, foi informada de que seria melhor não conhecer os pais biológicos. “E ela me falou que fez mais de 100 adoções internacionais na época”, acrescenta.

O nome completo da pessoa declarada como sua genitora está na certidão de nascimento: Maria Liduina Dantas de Souza. Contudo, ao visitá-la em 2017, a maternidade foi negada pela mulher, que afirmou ter um filho da mesma idade, nascido em 1990, e que teria perdido os documentos há muito tempo.

Durante a visita, também descobriu que a irmã de Maria Liduina era a dona de um prostíbulo em Canindé. O local seria supostamente responsável por tráfico de crianças.

Adotada ainda bebê, Alécia Penin busca suas origens no Ceará

Alécia realizou, recentemente, um teste de DNA na plataforma ‘My Heritage’. A compatibilidade de possíveis parentes apareceu na região de Sobral e Santa Quitéria, ambos municípios cearenses.

“Sempre tive a vontade de conhecer meus pais biológicos e de conhecer minha história”, comenta.

Sobre a infância, descreve que os pais tinham uma padaria ao norte da França e que sempre foi muito amada por sua família. Hoje em dia, mora nas proximidades da cidade francesa de Lille e é formada em Direito, com um mestrado em Direito do Trabalho.

“Aos 18 anos de idade, eu voltei ao Brasil e viajei com meus pais e outra família que adotou brasileiros. Depois, fui ao Brasil em 2014”, relembra. “Eu era voluntária no Educandário Eunice Weaver, em Maracanaú.”

Em seu período como voluntária, recebeu ajuda da diretora do centro e sua história foi exibida na televisão. Depois, brasileiros a auxiliaram na busca pela mulher apontada como sua mãe na certidão de nascimento.

Contato

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