Casos de picadas de escorpião aumentaram cerca de 20%, diz IJF

O levantamento considera o período entre janeiro e dezembro de 2025, comparando-o aos atendimentos do ano anterior

09:40 | Jan. 16, 2026

Por: Penélope Menezes
Atendimentos por picada de escorpião chegaram a 3.200 casos em 2025. Na imagem, espécie Tityus stigmurus (foto: Célio Moura Neto/Wikimedia Commons)

De janeiro a dezembro de 2025, os atendimentos por picadas de escorpião registraram um aumento aproximado de 20% (porcentagem específica é de 19,9%), segundo o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) do Instituto Dr. José Frota (IJF). O período totalizou 3.200 casos, comparados às 2.668 vítimas em 2024.

O maior número de atendimentos aconteceu em agosto e setembro, meses com aumento da proliferação do escorpião. O oitavo mês do ano possui o recorde de casos, com 328 atendimentos, seguido por 312 em setembro e 305 em outubro.

Os três primeiros meses de 2025 contabilizaram 187 casos em janeiro, 227 em fevereiro e 272 em março. Em 2024, durante o mesmo trimestre, o resultado foi de 236 (janeiro), 218 (fevereiro) e 289 (março) ocorrências.

A espécie Tityus stigmurus (escorpião-amarelo-do-Nordeste), prevalente na região, foi apontada como a responsável pela maioria dos casos.

“Manter ambientes limpos, evitar acúmulo de lixo e entulho, vedar ralos e frestas, além de sempre sacudir roupas, toalhas e calçados antes de usar são medidas que afastam o inseto”, exemplifica a coordenadora do Ciatox, Kelma Maia.

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O sintoma mais comum após a picada é de dor intensa no local, com possibilidade de evolução, nos casos moderados a graves, para náuseas, vômitos e alterações cardíacas.

De acordo com as recomendações indicadas pelo IJF, é preciso evitar fazer torniquetes e lavar a região com água e sabão. Além disso, substâncias caseiras não devem ser aplicadas e uma unidade de saúde deve ser contatada.

“A rapidez no atendimento é decisiva para a boa evolução dos casos. Quanto mais rápido o paciente chega ao serviço de saúde, maiores são as chances de um desfecho favorável, principalmente quando se trata de crianças e idosos”, afirma Kelma.

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