Quem é a turista argentina investigada por gestos racistas no RJ?
Turista teria proferido ofensas racistas e chegado a imitar um macaco diante do funcionário de um bar, no Rio de Janeiro. Ela teve o passaporte apreendido e terá de usar tornozeleira eletrônica
19:32 | Jan. 18, 2026
Uma mulher argentina está sendo investigada por racismo após proferir, na quarta-feira, 14, ofensas contra um funcionário de um bar em Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ). Um vídeo que circula nas redes sociais e nos portais de notícia mostra a mulher imitando um macaco na direção do homem.
A turista teve o passaporte apreendido e terá de usar tornozeleira eletrônica. Ela foi identificada como Agostina Paez, de 29 anos, e estava no estabelecimento com duas amigas, mas, na hora de pagar a conta, alegou que o valor estaria errado.
Na Argentina, seu país de origem, Agostina trabalha como advogada e influenciadora. No momento, as contas que mantém nas redes sociais estão desativadas ou com acesso restrito.
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Acionado, o gerente do local disse que checaria nas câmeras de segurança o que havia sido consumido pela mesa. Foi nesse momento, enquanto aguardava pela confirmação do consumo, que ela teria começado a ofender de forma discriminatória um homem negro que trabalha no bar.
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O vídeo do momento mostra quando a mulher, que é advogada, imita gestos e sons de macaco. Ela também teria falado a palavra "mono", usada para se referir a macaco de forma racista.
A vítima registrou Boletim de Ocorrência (BO) e o caso começou a ser investigado como racismo, que é tipificado como crime no Brasil pela Lei 7.716 e pode levar a multas e pena de até cinco anos de prisão.
Turista alegou surpresa e disse estar "brincando"
A turista foi localizada dias depois da queixa e prestou depoimento, se mostrando "surpresa" ao saber que estava sendo investigada por racismo.
Ela estava de férias no Rio de Janeiro e já havia comprado a passagem de volta para Argentina, mas, em razão da investigação, teve o passaporte apreendido.
De acordo com UOL, informações policiais apontaram que a mulher teria chegado a alegar que havia imitado um macaco para suas amigas em forma de "brincadeira".
Ela agora está proibida de deixar o Rio de Janeiro sem autorização judicial e deve usar tornozeleira eletrônica.