Justiça concede liminar para bloqueios de ativos da Xland em caso de Willian Bigode
A empresa Xland afirma que é credora da FTX, cuja falência foi decretada em 2022, e é acusada de causar prejuízos milionários ao jogador
A juíza da 36ª Vara Cível de São Paulo, Paula da Rocha e Silva, determinou a expedição de ofício com ordem de bloqueio de ativos financeiros pertencentes a empresa Xland, que estejam alocados na empresa norte-americana FTX. A decisão foi decretada com base numa ação movida por Loisy Marla de Siqueira, esposa do atacante Willian Bigode, do Santos, em processo contra a operadora de criptomoedas.
A Justiça quer, portanto, que a FTX se posicione sobre possíveis recursos investidos pela Xland na empresa. Nesse sentido, haverá um bloqueio para ressarcimento do valor aplicado por Loisy Siqueira em um dos contratos.
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“A decisão revela o prestígio do Judiciário ao princípio da cooperação, na busca da verdade real. Desde outrora já afirmávamos que este é um caminho a ser explorado do qual poderá render frutos que ultrapassarão os limites deste processo e repercutir de forma potencial diante de todos aqueles que ostentam prejuízos causados por contratos inadimplidos pela Xland”, disse o advogado de Loisy.
Defesa de Willian Bigode
A defesa de Willian Bigode e Loisy Siqueira trabalhava com risco da empresa Xland receber a restituição dos valores que tenha investido na FTX. Isso diante da inadimplência denunciada em contratos firmados pelo atacante, sua esposa e terceiros com a Xland.
O advogado do casal, Bruno Santana, revelou que o processo judicial contra Xland corre de forma avançada nos EUA. A manobra utilizada pelo casal, caso dê certo, pode servir de caminho para que outras pessoas envolvidas no caso possam ter o dinheiro reavido. Isso incluí, por exemplo, os jogadores Mayke e Gustavo Scarpa.
“A própria Xland afirmou de forma pública em processo judicial, que alocou todos investimentos perante a FTX, que, inclusive, se encontra em processo judicial avançado nos EUA para restituição dos seus respectivos credores”, disse Bruno Santana.
Processo contra Bigode
Mayke e Gustavo Scarpa, ex-companheiros de Willian Bigode, processam o jogador por suposto golpe de R$ 10,4 milhões. A dupla fez investimento milionário na Xland Holding Ltda por indicação da WLJC Gestão Financeira – empresa que pertence ao, agora, atacante do Santos.
À época, a proposta envolvia um retorno de 3,5% a 5% ao mês – valores acima dos praticados pelo mercado. Inclusive, em uma conversa com Scarpa, os donos da Xland afirmaram que o patrimônio tinha ultrapassado R$ 2 bilhões em padras de alexandrita – material de grande valor -, além de chácaras e terrenos como garantia.
A dupla, no entanto, recebeu uma negativa da Xland ao tentar resgatar o dinheiro investido. Ao ser acionado pelos companheiros, Willian Bigode, que aplicou R$ 17,5 milhões, alegou ter sido outra vítima do golpe.
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