Morre Manoel Carlos, o autor das novelas de Helenas, aos 92 anos

Diagnosticado com Doença de Parkinson desde 2019, o Maneco, como é conhecido, foi autor de grandes novelas da teledramaturgia brasileira

20:06 | Jan. 10, 2026

Por: Raquel Aquino
Autor de novelas da Globo protagonizadas por personagens Helena, Manoel Carlos, o Maneco, teve piora no estado de saúde devido à Doença de Parkinson (foto: João Miguel Júnior/Globo/Divulgação)

Morreu neste sábado, 10, Manoel Carlos, uma das figuras mais importantes da TV brasileira por seu trabalho como novelista. Maneco, como era conhecido, enfrentava a doença de Parkinson desde 2019 e passou os últimos anos recluso em sua casa, em companhia da família.

O anúncio do falecimento foi feito pelas redes sociais da produtora “Boa Palavra”, fundada nos anos 1990 por ele e a esposa Elisabety Gonçalves, que realiza o gerenciamento do legado do escritor paulista.

Manoel Carlos era conhecido como o “autor das novelas das Helenas”, pois este era sempre o nome escolhido das protagonistas de suas novelas.

Morre Manoel Carlos: carreira e homenagem 

A carreira de Maneco conta com grandes sucessos da teledramaturgia, como “Por Amor” (1997), “Laços de Família” (2000), “Presença de Anita” (2001), “Mulheres Apaixonadas” (2003), “Páginas da Vida” (2006).

O trabalho mais recente do autor foi “Em Família”, que estreou na Globo em 2014 e deu o título de “última Helena de Maneco” à atriz Julia Lemmertz.

Em 2024, Manoel Carlos foi homenageado com um documentário publicado pela Globoplay. O filme faz parte da série “Tributos” e é dirigido por Matheus Malafaia.

Na produção, é destacado o talento do novelista em criar personagens femininas fortes e complexas — as Helenas, além da sua forma característica de abordar temas sociais e atuais em suas novelas, característica que ficou conhecida como “merchandising social”.

Outra característica associada a Manoel Carlos é a sua influência na transformação do bairro do Leblon, localizado no Rio de Janeiro, pois este era um dos mais importantes cenários de suas obras.

Em 2025, ano que se discute o excesso de remakes na TV, Maneco se fortalece ainda mais como um dos grandes novelistas que moldaram a teledramaturgia brasileira.

Com seu trabalho, o autor não só abriu o caminho para que o Brasil se tornasse referência em produção de melodramas, mas também moldou a sociedade nacional com suas personagens marcantes e cenários litorâneos.

Manoel Carlos deixa, além de seu legado artístico, a esposa Elizabety e os filhos Maria Carolina, Ricardo de Almeida, Manoel Carlos Gonçalves de Almeida Júnior, Pedro Almeida e Júlia Almeida.

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