Fortaleza se une para cantar e emocionar na última turnê de Gilberto Gil

No repertório que perpassa canções marcantes da carreira que soma mais de 60 anos, músicas que retratam a história da sociedade brasileira foram cantadas com energia pelos cearenses

23:04 | Nov. 15, 2025

Por: Lillian Santos
Primeiro show da turnê Tempo Rei, de Gilberto Gil, em Fortaleza (foto: Líllian Santos)

Um dos artistas mais importantes do música brasileira, Gilberto Gil realizou neste sábado, 15, no Centro de Formação Olímpica (CFO), o primeiro dos dois shows em Fortaleza da turnê "Tempo Rei", série de apresentações que marcam a última turnê do cantor e compositor. O show tem casa cheia, ingressos esgotados e público emocionado e ansioso para registrar o momento.

Fã do músico baiano desde quando era criança, Kezia Silva, 36, se emocionam ao tentar descrever a importância deste momento para a sua trajetória. "Para mim é um privilégio prestigiar um momento dessa importância. O Gil fez parte da minha infância, ouvia com meus pais e formou meu gosto musical", compartilhou, ansiosa para o início do show. A biomédica aproveitou o evento ao lado de Dhemetryus Silva, 38, que também aguardava ansioso o show.

Com público preenchendo a arquibancada e todo o pátio do CFO, o show começou pontualmente às 21 horas e levou os fãs à alegria já nos primeiros acordes de "Palco".

No repertório que perpassa canções marcantes da carreira que soma mais de 60 anos, músicas que retratam a história da sociedade brasileira foram cantadas com energia pelos cearenses. Com a exibição de um vídeo com imagens também de Chico Buarque e Caetano Veloso, "Cálice" fez com que o público gritasse em coro "sem anistia", enquanto imagens de presos e desaparecidos durante a ditadura militar, como Rubem Paiva, eram exibidas no telão.

O convidado da noite foi o cantor Ednardo. Ao lado de Gil, ele cantou a música "Andar com Fé". "Mantive sempre uma admiração muito grande e uma saudade da sua suavidade", disse Gil ao receber o amigo no palco. Famílias, grupos de amigos, jovens, idosos e crianças acompanham uma das últimas apresentações do artista que deixa legado não apenas para a música, mas a arte e política do Brasil.