O que o mercado espera do profissional de tecnologia em 2024

TI é um ramo que precisa de talentos. Mas que competências são necessárias para se desenvolver na área?

08:22 | Dez. 20, 2023

Por: Hamilton Nogueira
Tecnologia em 2024 (foto: Divulgação / Daniel Calvet / Prefeitura de Fortaleza)

Um relatório produzido pelo Google em parceria com a Associação Brasileira de Startups (Abstartups) aponta que, anualmente, 53 mil estudantes de TI irão se formar entre 2021 e 2025. No entanto, de acordo com a Brasscom, a demanda por novos talentos nesse período será de 800 mil.

Isso mostra um déficit de 530 mil profissionais da área nesses cinco anos. Para Simony Morais, Diretora de Gente & Gestão da LWSA, ecossistema de soluções digitais, apesar do dado ser preocupante para as empresas que procuram por candidatos, é visto como uma oportunidade valiosa para esses novos especialistas.

“Sejamos claros: o mercado anseia por bons profissionais. A revolução digital, impulsionada por inteligência artificial, machine learning e automação, intensifica a busca por candidatos capazes de alinhar suas habilidades técnicas com uma visão estratégica e adaptável às novidades. Além disso, é um momento decisivo para os estudantes do ensino fundamental que ainda estão em dúvida sobre o curso a seguir ou até para os profissionais já formados que estão avaliando a mudança de carreira”, explica.

Dentre as habilidades técnicas que o mercado espera do profissional, a especialista destaca o amplo conhecimento da área e a flexibilidade de papéis: “Profissionais de tecnologia podem se deparar com a necessidade de desempenhar diferentes cargos ao longo de suas carreiras. Por isso, a capacidade de se adaptar a funções variadas, como desenvolvedor, analista, líder de projeto, entre outros, é valiosa. Apesar das características técnicas variarem de acordo com cada setor, algumas tendem a permanecer em alta demanda devido à relevância contínua”. Cirne ressalta a necessidade do candidato possuir conhecimento em linguagens de programação, desenvolvimento de software, mobile para plataformas IOS e Android web, ciência de dados, cloud computing, cibersegurança, DevOps, inteligência artificial e aprendizado de máquina.

Além disso, Morais da LWSA conta que as competências interpessoais, como a facilidade em trabalhar em grupo, a comunicação eficaz e a adaptabilidade às novidades da área serão exploradas firmemente pelos profissionais de RH durante o recrutamento de funcionários: “Isso incluirá entrevistas comportamentais, avaliações de trabalhos em grupo e de soft skills, referências profissionais, experiências em projetos colaborativos, observação de comportamentos em entrevistas e análise de redes profissionais. O profissional deve ser capaz de trabalhar em grupo, aprender rapidamente e se adaptar às novidades e metodologias de trabalho”.

Outro ponto que vem sendo bastante discutido no universo corporativo é em relação ao modelo de trabalho. Para Morais, os candidatos devem ter disponibilidade para trabalhos remotos, híbridos e presenciais: “Os profissionais estão sujeitos a um ambiente de trabalho dinâmico e em constante evolução. Por isso, a habilidade para trabalhar eficientemente de forma híbrida é crucial. A capacidade de colaborar virtualmente e presencialmente, usar ferramentas eficazes de comunicação online e manter a produtividade mesmo à distância são essenciais ao mercado”.

Com o olhar voltado para as empresas, a especialista analisa que, num mercado cada vez mais competitivo, iniciativas inclusivas, investimento no profissional e ações que prezam o bem-estar do colaborador serão a chave para atrair e reter talentos: “A criação de um ambiente de trabalho saudável requer um compromisso profundo das práticas de Recursos Humanos. Isso aborda desde a escolha diversa de pessoal durante o recrutamento, até as ações diárias da empresa, como a promoção de uma cultura inclusiva e a oferta de benefícios realmente favoráveis”.

“O futuro já está aqui. Os profissionais não querem mais passar um terço de seus dias em um ambiente de trabalho que não lhe traz conforto e felicidade. Por isso, a empresa precisa encontrar e proporcionar o máximo equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Além de diminuir o turnover, essa estratégia aumenta a vontade do colaborador de crescer junto com a empresa, aumentando, assim, os lucros do negócio”, finaliza Simony Morais.