Da gestão à assistência, tecnologia traz melhorias em saúde

Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) cria o ARS VITAE voltado para tecnologia em gestão e Waldemar Alcântara (HGWA) desenvolve software de comunicação pessoal.

13:45 | Jun. 25, 2021

Por: Hamilton Nogueira
Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (foto: Divulgação)

O Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) criou o ARS VITAE para facilitar o acesso aos prontuários dos pacientes nos hospitais e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e assim monitorar toda a assistência destinada aos pacientes que estão sob algum tipo de cuidado.

“Com ele, é possível ter acesso ao cadastro do paciente e a evolução dele no hospital. Podemos acompanhar o plano terapêutico, o prontuário informatizado, mesmo após o paciente receber alta e sair do hospital, o que facilita caso ele precise novamente de atendimento na mesma unidade. Para os profissionais de saúde, também ajuda no acesso ao melhor diagnóstico de cada caso”, explica o Diretor de Gestão Estratégica e Financeira do ISGH, Rivânio Paulino da Silva.

Segundo o diretor, o ISGH tem o propósito de transformar a saúde para o bem-estar social e a missão de promover a excelência na gestão de saúde, por isso o Instituto investe em tecnologia na saúde para alcançar essas metas, sempre visando a cura e a segurança do paciente.

 

Para comunicação interpessoal

Outro software, dessa vez sob gerência do Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA) que é administrado pelo ISGH, está em desenvolvimento por meio de parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC). Consiste em um novo sistema de comunicação entre pacientes e profissionais de saúde e intuito é tornar a comunicação mais efetiva entre pacientes com doenças degenerativas, como a Esclerose Lateral Amiotrófica ou até mesmo Covid-19, com profissionais de saúde e familiares. 

A terapeuta Ocupacional Ítala Oliveira, que acompanha o projeto explica como funciona, "A exemplo do head mouse em que a pessoa mexe a cabeça e o cursor vai se movendo pela tela, desenvolvemos nessa primeira versão a mesma funcionalidade mas com o globo ocular. A câmera detecta o movimento voltado para a tela de um notebook e se ele para sobre alguma letra, o sistema detecta. O piscar dos olhos funciona como o click, inclusive com o som".

A iniciativa do sistema é do professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade Federal do Ceará (UFC), Roberto Vieira.“O nosso objetivo é permitir a comunicação de pessoas que estão impossibilitadas de se comunicarem pela fala, gestos ou membros. Começamos a desenvolver na época em que estávamos produzindo as Face Shields (máscara de proteção facial), o HGWA estava como parceiro e surgiu a ideia de um sistema de comunicação alternativo para pacientes com dificuldades, inclusive em pacientes acometidos pela Covid-19, que passam por traqueostomia e ficam com deficiência na fala”, explica o professor, que é doutor em Ciência da Computação.