Membros da OMS irão se reunir para decidir um possível fim da emergência da Covid-19
Em janeiro deste ano, o diretor da OMS já havia dito que esperava declarar o fim da emergência global ainda em 2023
15:42 | Mai. 04, 2023
Membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) irão se reunir nesta quinta-feira, 4, em Genebra, na Suíça, para decidir um possível fim da emergência da Covid-19, de acordo com o colunista Jamil Chade, da UOL. Os especialistas, no entanto, acreditam que o vírus não irá desaparecer e continuará sendo um desafio.
“É possível que a emergência acabe”, disse a virologista e professora Marion Koopmans, à Reuters, “mas é muito importante comunicar que a Covid-19 continua sendo um desafio complexo da saúde pública.”
Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da OMS, os governos terão de aprender a conviver com a doença. "O vírus chegou para ficar. A questão é como vamos administrá-lo. Temos os instrumentos e conhecemos ele melhor. Mas também temos uma maior imunidade populacional, seja pela vacina ou por contaminação."
Em janeiro deste ano, o diretor já havia dito que esperava declarar o fim da emergência global ainda em 2023. De acordo com o colunista, isso significa que o vírus deixaria de ser tratado como uma ameaça global.
Segundo a Reuters, o Covid-19 foi declarado como emergência internacional, pela OMS, no dia 30 de janeiro de 2020, há mais de três anos. Desde então, reuniões são realizadas a cada três meses para discutir sobre o vírus. Apesar disso, muitos países, como os Estados Unidos, já haviam retirado o status doméstico de emergência.
No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde (MS), mais de 37 milhões de pessoas foram infectadas e 700 mil morreram em decorrência do vírus.
Leia mais
-
Prorrogado prazo para participação em pesquisa sobre saúde bucal
-
Tratamento preventivo evita que enxaqueca se torne doença crônica
-
Como reconhecer fotos criadas por inteligência artificial?
-
Cientistas podem ter decifrado mistério do calendário maia
-
Holanda manda homem parar de doar esperma após ter 550 filhos