Partido Novo e PP afirmam que não vão apoiar nenhum candidato no 2º turno
O PSB e o PSDB devem definir suas posições em reuniões marcadas para a tarde desta terça-feira, 9, em Brasília
11:30 | Out. 09, 2018

O Partido Novo informou, na manhã desta terça-feira, 9, que não deve apoiar ninguém no segundo turno das eleições presidenciais, que serão decididas entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). "O Novo não apoiará nenhum candidato à Presidência, mas somos absolutamente contrários ao PT, que tem ideias e práticas opostas às nossas", diz nota da legenda enviada à imprensa.
Com pouco mais de 2,7 milhões de votos, o candidato João Amoêdo, líder do partido, ficou em quinto lugar na disputa presidencial, à frente de nomes como Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e o senador Alvaro Dias (Podemos).
Na segunda-feira, 8, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Amoêdo chegou a elogiar o economista Paulo Guedes, coordenador econômico da campanha do capitão reformado. "Ele tem algumas ideias que se assemelham ao que defendemos, como mais liberdade econômica e privatização de estatais", afirmou. "O problema é que essas propostas vêm do assessor econômico. Bolsonaro, como deputado (o candidato está em seu sétimo mandato na Câmara), nunca foi um grande defensor dessas pautas", disse.
No entanto, um dia depois, a sigla tomou a decisão de manter a neutralidade. "O cenário presidencial no segundo turno não é aquele que desejávamos. Manteremos nossa coerência e nossa contribuição se dará através da atuação de nossa bancada eleita", informa o documento. Nessas eleições, a sigla elegeu oito deputados federais, 11 estaduais e um distrital.
Outro partido que também declarou neutralidade foi o PP que, no primeiro turno, foi uma das siglas que avalizaram a candidatura do tucano Geraldo Alckmin. Em uma carta longa, de três páginas, dirigida aos progressistas, o presidente do partido, Ciro Nogueira (PI), diz que o eleitor claramente enviou um recado ao País: quer tomar sua decisão sem que qualquer outro aspecto, que não os candidatos, sejam levados em consideração como critério de escolha. “Isso significa que o eleitor quer o silêncio e o palco vazio de qualquer ruído ou informação que interfira na sua reflexão sobre qual candidato escolher”, disse Nogueira.
Ao reafirmar o compromisso do partido com a democracia, estabilidade econômica, social e com as garantias fundamentais, o PP, que elegeu 37 deputados federais, cinco senadores e o governador do Acre, Gladson Cameli, afirma que está disposto a colaborar com o futuro governo “em todas as agendas coerentes e resolutivas que sejam capazes de enfrentar e encaminhar a solução para os grandes problemas que o País precisa solucionar”.
Outros partidos
A semana deve ser de definição de apoios a um dos dois candidatos do segundo turno. O PSB e o PSDB devem definir suas posições em reuniões marcadas para a tarde desta terça-feira, 9, em Brasília.
A Comissão Executiva Nacional do PSB se reúne, às 14h30min, na sede do partido, em Brasília. Às 15 horas, a Executiva Nacional do PSDB também se encontra na capital federal.
O PPL, que lançou João Goulart Filho, é outro partido que se reúne nesta terça-feira em Brasília. A expectativa é de que Rede e o DC (Democracia Cristã), de Eymael, anunciem hoje seus apoios. O MDB, presidido pelo senador Romero Jucá (MDB-RR), que perdeu a reeleição, deve se reunir nesta quarta-feira, 10, na capital federal. Já o PSTU, de Vera Lúcia, marcou para quinta-feira, 11, o anúncio.
Com Agência Brasil e Agência Estado