Servidores de Fortaleza cobram resposta da Prefeitura sobre campanha salarial de 2026
Ato no Paço Municipal cobrou devolutiva sobre reivindicações apresentadas em novembro do ano passado. Contraproposta da Prefeitura deve ser apresentada até o dia 31 de janeiro
16:38 | Jan. 12, 2026
O primeiro ato público de 2026 do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort) ocorreu nesta segunda-feira, 12, no Paço Municipal. De acordo com o presidente da entidade, Eriston Ferreira, a manifestação teve o intuito de pressionar a retomada das negociações referentes à campanha salarial de 2026.
Os termos foram apresentados para a Prefeitura em novembro do ano passado. Ao fim do ato, os sindicatos presentes foram recebidos pelo coordenador de Articulação Política, Tibério Burlamaqui, que mediou uma ligação entre a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog) e os representantes sindicais.
Segundo Eriston, a Prefeitura informou que até o dia 31 de janeiro apresentaria uma contraproposta aos sindicatos.
Em nota, a Sepog disse que analisa as propostas de reajuste salarial, "considerando as reivindicações dos servidores e a responsabilidade com a saúde fiscal do Município". "Na reunião, ficou acordado que, até o dia 31 de janeiro, será dada uma resposta aos pleitos. A pasta reforça que o diálogo com as representações dos servidores é permanente".
Além disso, a Sepog sinalizou, durante a reunião, que vem fazendo estudos de impacto financeiro da proposta apresentada pelas entidades sindicais. A pasta acrescentou que a contraproposta será discutida internamente entre o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), a Sepog e a Secretaria Municipal das Finanças (Sefin).
O Sindfort declarou que a pauta de reivindicações da campanha salarial foi entregue à Prefeitura ainda no dia 5 de novembro de 2025. Na entrega, a titular da Sepog, Carolina Monteiro, pediu para dar uma resposta às reivindicações das classes até 15 de dezembro. O ato desta segunda foi programado para ocorrer enquanto a gestão anunciava o Ciclo Carnavalesco de Fortaleza.
O secretário-geral do Sindifort, Augusto Monteiro, acrescentou que outras mobilizações estão previstas para os dias 17, 24 e 31 de janeiro e para o dia 7 de fevereiro, aos sábados de pré-carnaval. Segundo ele, as manifestações ocorrerão na Praia de Iracema, com uma tenda na avenida Raimundo Girão, na altura do Ideal Clube, para apresentar demandas à população.
Sindicatos buscam garantir direitos
Ao O POVO, Quintino Neto, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Ceará (Sindsaúde), reforçou a pauta do reajuste de 12,4%, mais os valores monetários equivalentes aos quatro primeiros meses de 2025 que não teriam recebido a devida correção.
“Nós queremos que tenhamos, em 2026, um reajuste digno ao conjunto de servidores. Um reajuste que tem a retroatividade devida, que é de janeiro, que é a data base. Ano passado o reajuste aconteceu, mas o retroativo foi apenas de maio para frente. A gente está aguardando que em 2026 venha (o reajuste) por parte do prefeito Evandro Leitão”, disse.
Já a presidente do Sindicato dos Assistentes Sociais do Estado do Ceará (Sasec), Naylma Maia, reiterou a luta pelo fim das cotas com somente duas consultas mensais no Instituto de Previdência do Município (IPM Saúde).
“Hoje os servidores têm direito a duas consultas mensais, muitas vezes a família tem vários componentes, mas são só duas consultas mensais. O que nós pleiteamos é que seja tirada a questão das cotas e que os servidores tenham direito a mais consultas mensais”, declarou.
Reivindicações dos servidores municipais
- Reajuste salarial: reivindicação de reajuste geral de 12,4% a partir de janeiro de 2026, calculado com base na inflação de 2025, em percentuais não concedidos em anos anteriores e no impacto do aumento da contribuição previdenciária, além do pagamento retroativo dos quatro primeiros meses de 2025 sem correção salarial.
- Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): pedido de reestruturação dos planos, considerados defasados há mais de 17 anos, o que, segundo as entidades, tem provocado perdas salariais e prejuízos nas promoções e progressões funcionais.
- Benefícios e assistência à saúde: reajuste do auxílio-refeição para R$ 25, com fim do teto salarial para recebimento, e alteração das regras do IPM Saúde, incluindo o fim da limitação de consultas mensais.
- Previdência e aposentados: elevação do teto de isenção da contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas, com equiparação aos critérios adotados pelo INSS.
- Anuênios: assinatura de acordo judicial para o pagamento de adicionais por tempo de serviço não quitados, conforme previsto no Estatuto do Servidor, assegurando o reconhecimento do direito acumulado ao longo dos anos.
Lei na íntegra nota da Sepog:
"A Secretaria do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog) informa que está analisando propostas de reajuste salarial, considerando as reivindicações dos servidores e a responsabilidade com a saúde fiscal do Município.
Na manhã desta segunda-feira (12/1), uma comissão dos sindicatos foi recebida pelo secretário de Articulação Política, Tibério Burlamaqui. Na reunião, ficou acordado que, até o dia 31 de janeiro, será dada uma resposta aos pleitos. A pasta reforça que o diálogo com as representações dos servidores é permanente".