Aliados de Bolsonaro criticam silêncio de Lula após acusação contra filho do petista

Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, foi obrigado pela Justiça a deixar apartamento onde mora com Natália Schincariol

20:47 | Abr. 03, 2024

Por: Thays Maria Salles
O empresário Luís Cláudio Lula da Silva, de 39 anos, é filho caçula de Lula (foto: Reprodução redes sociais)

Parlamentares aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticam o silêncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o caso de violência doméstica envolvendo seu filho mais novo e a ex-namorada. Até a noite desta quarta-feira, 3, o chefe do Executivo brasileiro não se manifestou sobre o assunto.

Um boletim de ocorrência foi registrado por um médica de 29 anos, acusando Luís Cláudio Lula da Silva, de 39 anos, de agressões físicas e psicológicas. Pesam sobre eles pelo menos cinco acusações: violência doméstica, ameaça, vias de fato, violência psicológica contra a mulher e injúria. 

O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu medida protetiva à médica Natália Schincariol. A decisão determina que Luís Cláudio deixe o apartamento onde vive com Natália e não faça contato nem se aproxime a menos de 200 metros da ex-mulher.

 

A defesa de Luís Cláudio afirmou que as declarações são "fantasiosas" e pediu reparação por danos morais.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) afirmou que "Lula não tem responsabilidade sobre os atos do filho". Contudo, "o interessante é atestar o silêncio petista sobre a denúncia".

E seguiu: "Se o pai fosse outro - Jair, por exemplo - a história seria outra: movimentos sociais em protesto, vídeos de artistas em preto e branco, reportagem no fantástico, charges e toda uma atividade voltada para ligar os atos do filho com o pai".

O pré-candidato a prefeito de São Paulo, deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil), escreveu: "Lulinha está sendo acusado de agredir sua mulher e nenhuma nota de solidariedade foi emitida. Nem vai ter, sabe o porquê, né?".

Deltan Dallagnol (Novo), ex-deputado federal pelo Paraná, alegou impunidade sobre o caso. "O caso tem que ser verificado, mas uma coisa é verdade já na largada: a cultura de impunidade dos poderosos que o STF (Supremo Tribunal Federal) estabelece, tem efeitos em toda a sociedade, até mesmo em crimes de violência doméstica e contra a mulher. O mau exemplo no Brasil vem de cima".

Deputado estadual por São Paulo, Gil Diniz (PL) reclamou sobre o "silêncio de Boulos e de outras figuras da esquerda", classificando-o de "ensurdecedor". O texto é acompanhado de uma imagem que aparece a primeira-dama Janja e o pré-candiato ao Paço de São Paulo pelo Psol, deputado federal Guilherme Boulos.