Opositor de Putin tinha sinais de hematomas e convulsões, diz jornal russo
As marcas não seriam fruto de espancamento e indicariam tentativa de massagem cardíaca, diz o jornal
14:11 | Fev. 19, 2024
De acordo com o jornal russo Novaya Gazeta, o corpo de Alexei Navalny, opositor de Vladimir Putin, teria sinais de hematomas e convulsões. Navalny morreu na última sexta-feira, 16, na penitenciária de Yamalo-Nenets. As marcas não seriam fruto de espancamento e indicariam tentativa de massagem cardíaca.
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Equipes médicas tentaram reanimar Navalny por mais de 30 minutos antes de declarar sua morte, é o que informa a agência de notícias russa Tass.
A família do opositor ainda procura o corpo do homem e pede liberação imediata. Apoiadores de Navalny acusam o governo russo de assassinar Alexei, além de atrasar de maneira intencional a entrega do corpo à família.
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Circunstâncias da morte e manifestações
Em comunicado, o Serviço Penitenciário Federal disse que Navalny perdeu a consciência durante uma caminhada e passou mal. O governo russo diz não ter nenhuma informação a respeito da causa da morte.
Kira Yarmysh, porta-voz de Alexei, disse em comunicado nas redes sociais que o corpo de Navalny foi transferido de uma colônia penal do Ártico para a cidade de Salekhard, onde será examinado por investigadores russos.
Após a morte, mais de 400 pessoas foram presas enquanto prestavam homenagens ao opositor de Putin. De acordo com a OVD-Info, ONG russa de direitos humanos, as prisões foram realizadas em mais de 10 cidades do país. Essa é a maior onda de detenções políticas desde setembro de 2022.
Líderes mundiais se manifestam
A morte de Navalny foi mais munição para opositores de Putin virarem críticas ao presidente Russo. Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, foi um dos primeiros a responsabilizar Putin pela morte de Alexei, “independentemente se ele ordenou isso, ele é responsável pelas circunstâncias", disse.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse que, "em vez de acusar indiscriminadamente, os Estados Unidos deveriam se limitar a esperar resultados oficiais da investigação médica".
Jens Stoltenberg, secretário-geral da Otan, foi outro que lamentou a morte de Navalny, “profundamente estarrecido e perturbado”, comentou.