Princesa pede que "politicagem não se sobreponha à compaixão" em Petrópolis
O texto foi elaborado em meio às polêmicas envolvento o pagamento de laudêmio, chamado de "taxa do príncipe"
13:34 | Fev. 23, 2022
A princesa Patrícia Alvim de Orleans e Bragança, esposa do chefe da família imperial do Brasil, D. Pedro V. Carlos de Orleans e Bragança, enviou à historiadora Astrid Bodstein, uma das principais pesquisadoras de monarquias do país, uma carta sobre a tragédia em Petrópolis (RJ). Ela disse ter amigos e colegas de trabalho que viviam na região e foram afetados pela chuva e pede que a "'politicagem não se sobreponha à compaixão, empatia e amor".
O texto foi elaborado em meio às polêmicas envolvendo o pagamento de laudêmio, chamado de "taxa do príncipe". Uma reportagem do Metrópoles, publicada, nesta terça-feira, 22, afirma que a Companhia Imobiliária de Petrópolis (CIP), empresa comandada pelos herdeiros da família imperial do Brasil, e que administra a chamada “taxa do príncipe”, obteve faturamento de R$ 5,161 milhões em 2020.
“Desejo do fundo do meu coração, que está bem sofrido e angustiado, que a ‘politicagem’ não se sobreponha à compaixão, empatia e amor aos sofridos de nossa cidade. Espero que Deus toque o coração dos que tem o poder de administrar as verbas recebidas e as utilizem em benefício do povo. Faz-se necessária a atenção de todos nós quanto a isso”, destacou a princesa.
"Meu marido e eu fizemos nossas contribuições, mas sinto que podemos fazer mais, esclarecendo as ineficiências", traz o texto, divulgado pela própria família Orleans e Bragança em uma conta no Instagram. Alvim se tornou princesa imperial em agosto de 2018, quando se casou com D. Pedro V.
Em sua carta, Patrícia critica os desastres recorrentes em Petrópolis desde 1988 e diz acompanhar há pelo menos duas décadas "os mesmos problemas e omissões de cunho político". Ela afirma que riscos poderiam ter sido evitados se verbas públicas tivessem sido utilizadas para "realizar sistemas de contenção e de drenagem adequados".
"A cada desastre, os mesmos políticos com suas promessas de verbas públicas. Não se sabe muito bem qual será o destino delas e quais serão as populações beneficiadas. Isso precisa ter um fim", traz outro trecho.