PGR investiga Leo Índio, primo de filhos de Bolsonaro, por atos do 7 de setembro
Dias antes das manifestações, o acusado divulgou em sua conta no Instagram várias chaves Pix para arrecadação de valores e, também, um QR Code para doações por meio de criptomoedas
11:07 | Set. 23, 2021
Leonardo Rodrigues de Jesus, mais conhecido como Leo Índio e primo dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, tornou-se um dos investigados em inquérito aberto pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O objetivo é apurar suposta organização e financiamento das manifestações de 7 de setembro e os ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma semana antes dos atos bolsonaristas antidemocráticos no Dia da Independência, a subprocuradora-geral Lindôra Araújo solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que autorizasse a tomada de depoimento de Índio. Ao acatar o pedido, o ministro do Supremo ordenou ao Facebook, Instagram, Twitter e Youtube o bloqueio de das contas e chaves PIX divulgadas pelo acusado para arrecadar valores a serem utilizados no financiamento das manifestações.
Segundo trecho do pedido da PGR, o cenário demonstra a atuação de Marcos Gomes (Zé Trovão) e Leo Índio na "divulgação de mensagens, agressões e ameaças contra a democracia, o Estado de Direito e suas instituições que, na conclusão da Procuradoria-Geral da República, é mais do que suficiente para justificar as medidas cautelares”.
Leonardo começou a ser investigado após publicar um conteúdo pedindo financiamento público em suas redes sociais para arrecadação de dinheiro com o intuito de financiar as manifestações do 7 de setembro. Dias antes das manifestações, ele divulgou em sua conta no Instagram várias chaves Pix para arrecadação de valores e, também, um QR Code para doações por meio de criptomoedas. Todos foram bloqueados por ordem do STF.