Parlamentares cearenses devem aderir à manifestação pró-Bolsonaro no dia 7

Em Fortaleza, está prevista a realização de carreata, motociata e bicicleata com ponto de partida do entorno da Arena Castelão

12:44 | Set. 02, 2021

Manifestação em apoio ao presidente Bolsonaro está marcada para hoje, 7 de setembro, e há receio de um golpe administrativo; confira as ultimas notícias do ato em tempo real e ao vivo (foto: Alan Santos/PR)

As manifestações pró-Bolsonaro, marcadas para o feriado do próximo 7 de setembro em todo o País, devem ganhar, em Fortaleza, a adesão de políticos alinhados ao governo federal. O deputado federal Capitão Wagner (Pros), o senador Eduardo Girão (Podemos), o deputado estadual André Fernandes (Republicanos) e os vereadores Carmelo Neto (Republicanos) e Priscila Costa (PSC) são alguns dos nomes que devem marcar presença nas ruas e têm divulgado, via redes sociais, os atos da próxima terça-feira.

"Vamos estar na cidade nesse dia e vou me encontrar com os amigos. O questionamento ao STF e ao Congresso é legítimo. Quem ocupa função pública, tem que ter a consciência de que estamos sujeitos a críticas. Infelizmente, o STF tem sido duro ao reagir sobre críticas", disse Wagner, pré-candidato ao governo, à coluna do jornalista Eliomar de Lima do O POVO.

Em resposta a um internauta no Facebook, Eduardo Girão disse que vai às ruas dia 7 "pacificamente pela liberdade de expressão como pilar fundamental da democracia". No Twitter, o senador escreveu: “Compra de fuzis e 'canetadas' do STF mais atrapalham do que ajudam o Brasil a encontrar PAZ. Um erro não justifica outro. LIBERDADE se conquista com consciência política e exercício da cidadania. Irei ao ato pacífico dia 07/09 apenas pelo direito a livre opinião, hoje sob ataque no país".

Compra de fuzis e “canetadas” do STF mais atrapalham do q ajudam o Brasil a encontrar PAZ. Um erro não justifica outro.LIBERDADE se conquista c/ consciência política e exercício da cidadania.Irei ao ato pacífico dia 07/09 apenas pelo direito a livre opinião,hj sob ataque no país.

— Eduardo Girão (@EduGiraoOficial) August 29, 2021

André Fernandes publicou uma peça publicitária chamando para o ato. “Dia 07 estaremos todos na rua, por nossa liberdade e pelo respeito à Constituição”, escreveu o parlamentar cearense. Já o vereador Carmelo Neto afirmou que a manifestação não vai tolerar vandalismos, ao mesmo tempo em que fez críticas aos atos da esquerda.

“Há relatos de que existem grupos ‘black blocs’ se organizando para se infiltrarem nos movimentos de 7 de setembro... Precisamos estar atentos! Não podemos ser confundidos com a esquerda. NÃO TOLERAMOS VANDALISMO”, pontuou. Assim como eles, a vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PSC), também tem chamado apoiadores às ruas.

Há relatos de que existem grupos "black blocs" se organizando para se infiltrarem nos movimentos de 7 de setembro... Precisamos estar atentos! Não podemos ser confundidos com a esquerda. NÃO TOLERAMOS VANDALISMO.

— Carmelo Neto (@carmelonetobr) September 1, 2021


Meu amigo e irmão, um dos meus grandes encorajadores, parlamentar do PSC como eu, o Pastor Otoni de Paula acaba de ter seu Twitter derrubado por ordem do Alexandre de Moraes! Daqui a pouco será eu ou você! Não podemos retroceder! Meu amigo, você não tá só! Dia 7 vai ser GIGANTE!

— Priscila Costa (@PriscilaBCosta_) August 21, 2021

Na Capital, está prevista a realização de carreata, motociata e bicicleata com ponto de partida do entorno do estádio Castelão segundo grupos como o Movimento Endireita Fortaleza, Mulheres Conservadoras Ceará e Conexão Patriota, que tem divulgado a programação.

"Deus no controle! No dia 7 de setembro nós temos o dever de irmos todos as ruas para apoiar esse homem e defender nossa liberdade", lê-se na legenda de uma das publicações de movimentos que apoiam o presidente Bolsonaro.

Os atos defendidos e incentivados pelo próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido), como uma demonstração de força nas ruas, têm preocupado pesquisadores e políticos com a possibilidade de tentativas de ataques às instituições democráticas

As convocações ocorrem num momento de fragilidade política do presidente, que tem feito investidas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes que foi rejeitado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Com os atos, Bolsonaro visa engajar a base mais fiel a seu projeto num dia simbólico para esses grupos.