Chefe da Otan defende 'diplomacia ponderada' para abordar crise da Groenlândia

08:31 | Jan. 21, 2026

Por: AFP

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou nesta quarta-feira (21) que a "diplomacia ponderada" é a única maneira de lidar com a crise da Groenlândia, após os Estados Unidos ameaçarem anexar o território autônomo dinamarquês. 

"Vejo que há tensões no momento, sem dúvidas. Novamente, não vou comentar sobre isso, mas posso garantir que a única maneira de lidar com isso é, em última análise, por meio de uma diplomacia ponderada", disse Rutte no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. 

"Podem ter certeza de que estou trabalhando nessa questão nos bastidores, mas não posso fazê-lo publicamente", acrescentou. 

O secretário-geral da Otan planeja se reunir com Trump em Davos. 

Rutte tentou desviar o foco de Trump da Groenlândia para uma discussão mais ampla da Otan sobre o fortalecimento da segurança no Ártico. 

"Em relação ao Ártico, acho que o presidente Trump está certo. Outros líderes da Otan estão certos. Temos que defender o Ártico", disse ele. 

Rutte descartou os temores de que a crise da Groenlândia possa levar ao colapso da aliança criada há 76 anos. 

"A Otan é crucial, não só para a defesa da Europa, mas também para a defesa dos Estados Unidos", observou ele. 

"Para que os Estados Unidos estejam seguros, precisamos de um Ártico seguro, um Atlântico seguro e uma Europa segura", explicou.

Rutte também respondeu aos repetidos comentários de Trump que questionam se a Europa ajudaria a defender os Estados Unidos caso fosse solicitada. "Digo-lhe que sim, eles ajudarão", afirmou. 

"Não tenho dúvidas de que os Estados Unidos virão em nosso auxílio, e nós iremos em auxílio dos Estados Unidos", comentou. 

O presidente finlandês, Alexander Stubb, disse acreditar que uma solução diplomática pode ser encontrada para a disputa da Groenlândia. 

Existem "duas correntes de pensamento. Uma é desescalar, e a outra é escalar e depois desescalar. E acho que, no fim, encontraremos uma saída", comentou em Davos. 

Trump ameaçou impor tarifas aos aliados europeus que se opõem aos seus planos em relação à Groenlândia, levando a UE a considerar contramedidas comerciais contra Washington.

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