Rússia se opõe à presença militar europeia na Groenlândia e acusa Otan de 'ameaças fabricadas'

11:34 | Jan. 15, 2026

Por: Agência Estado

A Rússia protestou contra o envio de tropas da Otan à Groenlândia, classificando a presença reforçada como parte de uma "militarização acelerada" do Ártico. A embaixada russa na Bélgica, sede da organização, afirmou que a ilha está sendo usada como pretexto contra Moscou e Pequim.

Em comunicado divulgado na quarta-feira, 14, a diplomacia russa disse que "a situação que se desenvolve nas altas latitudes é motivo de extrema preocupação para nós" e acusou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de reforçar sua presença militar com base em ameaças inventadas.

Para Moscou, alguns países europeus estariam usando declarações de Washington com a intenção de promover uma agenda "anti-Rússia e anti-China" e criticam a ideia de que a proteção da Groenlândia dependeria de uma ação direta dos EUA.

Segundo relatórios citados pela diplomacia russa, não houve presença de submarinos russos ou chineses próximos à ilha, evidenciando, na visão de Moscou, a "natureza artificial da histeria que está sendo fomentada".

França, Alemanha, Reino Unido, Noruega e Suécia começaram a enviar tropas à Groenlândia em demonstração de apoio à Dinamarca. Os países defendem que o objetivo das movimentações é demonstrar unidade entre os europeus e sinalizar ao presidente americano, Donald Trump, que uma intervenção direta na ilha não é necessária.

Trump tem deixado claro o interesse na tomada da ilha ártica estratégica e pouco povoada.