Presidente do México diz que acordo T-MEC interessa aos empresários dos EUA
13:27 | Jan. 14, 2026
Os empresários dos Estados Unidos são os que mais defendem o tratado comercial da América do Norte (T-MEC), disse, nesta quarta-feira (14), a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, depois que seu par americano, Donald Trump, disse que o pacto é "irrelevante".
Na terça-feira, o chefe da Casa Branca desconsiderou, durante visita a uma fábrica automotiva, os benefícios do livre comércio entre México, Estados Unidos e Canadá, vigente desde 1994 através dos tratados Nafta e T-MEC.
"Aqueles que mais defendem o tratado são os empresários americanos (...) porque há uma integração muito grande, eles têm muitíssimas fábricas de produção, não só de carros", disse Sheinbaum, ao responder a perguntas de jornalistas durante suma coletiva de imprensa matinal.
As declarações de Trump ocorrem no momento em que os três parceiros comerciais da América do Norte se preparam para negociar uma revisão do T-MEC em meio às pressões tarifárias de Washington.
Sheinbaum afirmou que na escalada comercial do presidente americano com a China, convém a Washington estar integrado ao T-MEC.
"É muito melhor que nos mantenhamos como América do Norte para competir com a China do que os Estados Unidos sozinhos, convém a eles", disse a presidente.
Sheinbaum, que conversou por telefone na última segunda-feira sobre temas de segurança com Trump, disse que tentará nos próximos dias falar novamente por telefone com o americano para abordar assuntos pendentes, como a Copa do Mundo de futebol, que os três parceiros comerciais organizam este ano, e temas comerciais.
Ao falar com a imprensa, a chefe de Estado evocou que poderia buscar um encontro presencial com o líder da Casa Branca.
Apesar das criticas constantes de Trump ao acordo comercial, Sheinbaum tem se mantido otimista sobre as expectativas da revisão do T-MEC.
Às tensões comerciais se somaram as insinuações do republicano de lançar ataques terrestres contra os cartéis das drogas mexicanos. No telefonema desta segunda, Sheinbaum rejeitou a presença de tropas americanas no país.
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