Otan trabalha para fortalecer a segurança no Ártico, diz Rutte
12:14 | Jan. 12, 2026
A Otan trabalha nos “próximos passos” para reforçar a segurança na região do Ártico, afirmou nesta segunda-feira (12) seu secretário-geral, Mark Rutte, em um momento em que os Estados Unidos querem controlar a Groenlândia.
“Estamos trabalhando atualmente nos próximos passos para garantir que protegemos devidamente o que está em jogo”, disse Rutte durante uma conferência de imprensa em Zagreb, ao lado do primeiro-ministro croata, Andrej Plenković.
Segundo Rutte, desde o ano passado os 32 países da aliança militar — entre eles os sete situados na região ártica, incluindo os Estados Unidos e a Dinamarca — debatem a melhor maneira de “garantir que o Ártico continue seguro”.
Os 32 países da Otan já discutiram esta questão na semana passada em Bruxelas, onde foram consideradas várias opções, como o reforço do número de navios no Ártico, mas nada de concreto foi decidido.
Vários países europeus, entre eles França, Alemanha e Polônia, analisam a melhor forma de responder aos Estados Unidos de maneira “convincente e contundente”, afirmou na semana passada o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot.
Essas reações, no entanto, não desanimaram por ora o presidente americano.
No domingo, Donald Trump reiterou que os Estados Unidos controlarão a Groenlândia “de uma forma ou de outra, porque se não formos nós, será a Rússia ou a China”.
Todos os países da Otan “concordam quanto à importância do Ártico e da segurança no Ártico, porque sabemos que, com a abertura das rotas marítimas, existe o risco de russos e chineses estarem mais ativos”, disse Rutte nesta segunda-feira.
Trump acrescentou que os EUA não estão interessados em “alugar” a Groenlândia, mas sim na aquisição desse território. “Precisamos de um título de propriedade”, disse.
No entanto, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, já advertiu que tal perspetiva assinaria a sentença de morte da aliança militar transatlântica.
Os países europeus da Otan procuram a maneira de convencer Trump a desistir da Groenlândia, onde os Estados Unidos já têm uma base militar.
De acordo com Rutte, “os dinamarqueses não teriam qualquer problema se os Estados Unidos tivessem uma presença mais importante do que a atual”.
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