Presidente colombiano pede à interina da Venezuela combater 'juntos' o narcotráfico

15:27 | Jan. 09, 2026

Por: AFP

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu nesta sexta-feira (9) à presidente interina da Venezuela para que combatam "juntos" o narcotráfico, ao argumentar que o problema das drogas se transformou na "desculpa perfeita" para justificar uma "agressão" contra países da América Latina.

O presidente de esquerda afirmou que a região vive momentos de "turbulência", após a prisão, em 3 de janeiro, do presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro, que responde à Justiça dos Estados Unidos por suposto narcotráfico e terrorismo.

"Convidei a atual presidente da Venezuela para que atuemos juntos nesse objetivo", disse Petro na rede social X sobre Delcy Rodríguez, e a convocou a enfrentar conjuntamente os chefes do narcotráfico para que sejam "derrotados pelos povos unidos".

Na fronteira colombo-venezuelana atuam poderosas guerrilhas financiadas pela cocaína e que, segundo o governo colombiano, tinham a Venezuela como retaguarda quando Maduro estava no poder.

"A América Latina deve se defender de qualquer ator que a desestabilize, e isso implica a unidade" de "suas armas", afirmou Petro.

O governo colombiano informou na quinta-feira que Petro e o presidente americano, Donald Trump, se comprometeram a realizar "ações conjuntas" para golpear a guerrilha ELN na fronteira com a Venezuela.

Em resposta, o maior criminoso da Colômbia, conhecido como Iván Mordisco, convocou as principais guerrilhas para uma cúpula com o objetivo de enfrentar um possível ataque dos Estados Unidos. O convite inclui os comandantes do ELN, a organização rebelde mais longeva da América.

"Hoje olhamos para o mesmo inimigo", disse em uma mensagem de vídeo o chefe da principal dissidência das Farc formada por ex-combatentes que se afastaram do acordo de paz em 2016. Na gravação, ele aparece em uma área de selva, vestido com camuflagem e cercado por homens armados.

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