Jornalistas da AFP apoiam simbolicamente seus colegas em Gaza
13:28 | Jan. 17, 2024
Jornalistas da AFP na sede de Paris e nos escritórios de todo o mundo expressaram, nesta quarta-feira (17), solidariedade com seus nove colegas da Faixa de Gaza e pediram às autoridades israelenses "que garantam a sua segurança", indicou a direção da agência de notícias.
Israel também deve "autorizá-los, se necessário, a deixar o território em segurança", acrescentou a direção da AFP (Agence France-Presse) em um comunicado.
Os jornalistas e funcionários da sede em Paris e de muitos escritórios da rede global da AFP exibiam retratos dos seus colegas de Gaza.
Essa manifestação de solidariedade foi organizada pela direção, por sindicatos e pela organização de jornalistas da agência (SDJ).
"A redação da AFP quis expressar o seu total apoio aos seus colegas em Gaza, que trabalham em condições terríveis e sob a constante ameaça de bombas", disse o diretor de Informação da AFP, Phil Chetwynd, citado no comunicado.
Ele também considerou "essencial que todos os jornalistas possam entrar e sair livremente de Gaza".
"Todas as manhãs e todas as horas do dia, tememos o pior e isso é intolerável para nós, como colegas e também como jornalistas", disse Emmanuel Duparcq, presidente da SDJ.
Em novembro, um bombardeio do Exército israelense danificou gravemente o escritório da AFP na Cidade de Gaza.
Em 8 de janeiro, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse estar "muito preocupado" com o "alto número" de jornalistas palestinos que morrem na Faixa de Gaza.
Segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), ao menos 81 jornalistas morreram na Faixa de Gaza por ataques israelenses desde o início da guerra, em 7 de outubro, incluindo 18 que estavam trabalhando no momento.
Em 9 de janeiro, a Suprema Corte de Israel rejeitou um pedido apresentado por vários veículos de comunicação internacionais para terem acesso livre à Faixa de Gaza.
A guerra eclodiu em 7 de outubro com uma incursão de milicianos islamistas de Gaza, que matou cerca de 1.140 pessoas no sul de Israel, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados israelenses.
Em retaliação, Israel lançou uma ofensiva aérea e terrestre que deixou 24.448 mortos, a grande maioria mulheres, crianças e adolescentes, segundo o último balanço do Ministério da Saúde do Hamas, movimento islamista em poder em Gaza.
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