Marinheiro australiano e cadela passam dois meses em barco no Pacífico
Tim Shaddock e a cadelinha Bella estavam um um barco de pequeno porte no meio do Pacífico, sobrevivendo com peixe cru e água da chuva
20:56 | Jul. 17, 2023
Um marinheiro australiano chamado Tim Shaddock ficou à deriva no oceano Pacífico por dois meses junto com a sua cadelinha Bella. A dupla foi resgatada na semana passada por um helicóptero que vigiava um barco de pesca do México.
Tim Shaddock tem 51 anos e é pescador e residente de Sydney, na Austrália. Ele partiu da costa do México, na cidade de La Paz, em abril deste ano, para realizar uma aventura marítima.
O intuito, no começo, era navegar até o território da Polinésia Francesa, mas, após algumas semanas de viagem, a embarcação foi danificada e encalhou por conta de uma tempestade.
À imprensa australiana, Tim Shaddock afirmou que, para sobreviver, ele e a cadela comiam peixe cru e bebiam água da chuva. No entanto, de acordo com relatos de Tim, todos estão "muito bem" e apresentam estado de saúde "estável". Além disso, médicos locais apontaram que ele possui sinais vitais normais.
Segundo o pescador, os equipamentos de pesca os ajudaram a sobreviver. À 9News, ele disse que só conseguiu evitar queimaduras solares pois ficava debaixo de um dossel instalado no barco.
“Passei por uma provação muito difícil no mar. Só estou precisando de descanso e boa alimentação, porque estou sozinho no mar há muito tempo. Fora isso, estou muito bem de saúde”, revelou à rede de televisão australiana.
Poucas chances de sobrevivência
O professor Mike Tipton, especialista em sobrevivência no oceano da Universidade de Portsmouth, contou à Sky News que a sobrevivência de Shaddock foi uma combinação de sorte e habilidade.
Conforme o profissional, as chances de um helicóptero encontrar o barco no meio do oceano Pacífico são similares a de achar "uma agulha no palheiro", comparou.
Tipton considera que a presença de Bella pode ter contribuido para a saúde mental de Shaddock. “Isso pode ter feito uma grande diferença”, salienta.
"Ele estava em um ambiente quente, então não precisava se preocupar com a hipotermia", disse o professor, tendo, anteriormente, comparado a provação de sobrevivência de Shaddock ao filme de Tom Hanks, "O Náufrago".
"Quase todas as longas viagens de sobrevivência ocorrem em águas quentes", acrescentou. "Ele tinha um suprimento de água fresca da chuva. Ele fez a coisa certa ao minimizar a atividade na parte mais quente do dia para reduzir a transpiração."
Segundo o profissional, pelo menos 110 milímetros (ml) de água por dia é o mínimo necessário para a sobrevivência e é vital não usar muita energia para diminuir as necessidades alimentares.
Logo após o resgate, Tim Shaddock foi visto sorrindo e usando um monitor de pressão arterial no braço.
O barco agora volta ao México, onde Shaddock passará por exames médicos e, se necessário, receberá novos tratamentos.
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