Mulher descobre que linha e agulha ficaram presas em seu corpo 11 anos após laqueadura

Colombiana que fez cirurgia em 2012 e conviveu por 11 anos com fortes dores no corpo descobriu uma agulha envolta de linha dentro de seu corpo

15:11 | Abr. 30, 2023

Por: Raquel Aquino
Colombiana que fez cirurgia em 2012 e conviveu mais de 10 anos com fortes dores no corpo descobriu uma agulha envolta de linha dentro de seu corpo (foto: Reprodução/Youtube)

María Aderlinda Forero Vargas chamou a atenção da imprensa internacional ao descobrir que dentro do seu corpo estava uma agulha envolta de linha há quase 11 anos. A cirurgia de retirada ainda não foi realizada.

De acordo com o portal colombiano El Tiempo, o alojamento dos itens no corpo de María Aderlinda, de 39 anos, aconteceu acidentalmente após uma cirurgia de laqueadura realizada em 18 de junho de 2012.

Os remédios pararam de funcionar

Desde a cirurgia de laqueadura, a mulher passou a sentir fortes dores no estômago, que chegaram a impedir que ela conseguisse dormir. “Vários dias depois, essas dores começaram”, disse a mulher em entrevista. “Elas [as dores] não pararam, então comecei a marcar [uma consulta] e toda vez que eu ia eles [equipe médica] me mandavam tomar paracetamol e pronto”.

Com o tempo, o paracetamol indicado ao tratamento das dores de María Aderlinda passaram a ser ineficazes. Para aliviar a dor, ela começou a usar meloxicam, comprimidos mais fortes e caros que o ajudam a se sentir um pouco melhor.

Veja foto do raio-x de mulher que descobrir agulha e linha preso dentro do próprio corpo 

Diagnóstico: linha e agulha foram esquecidas após laqueadura

A descoberta dos itens de costura em seu corpo aconteceu efetivamente em novembro de 2022, após uma ressonância magnética e um ultrassom.

"Paciente de 39 anos com dor abdominal, predominantemente na parte inferior do abdômen (...) há quase 11 anos, após o procedimento de Pomeroy...", afirma o documento entregue após o procedimento realizado no Hospital San José del Guaviare com o Novo EPS.

Após quase cinco meses desde os exames, a mulher ainda aguarda uma avaliação para a cirurgia de remoção da linha e da agulha. "O que eu preciso é que me operem rapidamente, que eles removam isso. Eu não quero morrer e deixar meus filhos", destacou.

Ainda em entrevista ao El Tiempo, a mulher revelou que enfrenta grandes transtornos para conseguir atendimento médico, já que mora em uma região afastada dos centros urbanos.