Cerca de 30.000 pessoas fogem da violência étnica no Sudão do Sul
10:15 | Dez. 29, 2022
O Fundo Central de Resposta de Emergências (Cerf) informou, nesta quinta-feira (29), que cerca de 30.000 civis foram obrigados a fugir de suas casas, devido aos ataques armados em uma região do Sudão do Sul, atingida por confrontos étnicos.
Homens armados do estado de Jonglei, região leste atormentada pela violência, atacaram comunidades vizinhas em 24 de dezembro, disse o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, na sigla em inglês) em um comunicado.
A violência explodiu em novembro, após confrontos no extremo norte do Sudão do Sul, e provocou o deslocamento de milhares de habitantes do estado de Alto Nilo.
"As pessoas já sofreram o suficiente. Os civis - em especial os mais vulneráveis, como mulheres, crianças, idosos e deficientes - suportam o peso desta crise prolongada", declara a coordenadora humanitária da ONU no Sudão do Sul, Sara Beysolow Nyanti.
Aproximadamente 5.000 pessoas buscaram abrigo na cidade de Pibor, relata o Ocha, que reconheceu as limitações de sua resposta humanitária.
Os confrontos no Alto Nilo também levaram os habitantes a se refugiarem em pântanos para evitar um massacre em meio a relatos de estupros, sequestros e assassinatos de civis.
Em uma declaração conjunta divulgada nesta quinta, a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (Unmiss) e a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) da África disseram estar "seriamente preocupados" com o aumento da violência.
As organizações pediram às autoridades do Sudão do Sul que intervenham, "investiguem e responsabilizem os líderes do conflito, incluindo aqueles que instigam e incitam a violência".
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