Acompanhe em fotos a vida do príncipe Philip, consorte britânico que morreu aos 99 anos

Ao longo de décadas servindo á monarquia, o duque era lembrando pelo senso de humor ácido e seu trabalho independente à sombra de sua esposa

11:34 | Abr. 09, 2021

Por: Júlia Duarte
Neste arquivo, foto tirada em 14 de junho de 2003, a Rainha Elizabeth II (L) da Grã-Bretanha e o Príncipe Philip da Grã-Bretanha, duque de Edimburgo (R) acenam da varanda do Palácio de Buckingham em Londres, durante uma passagem aérea para a tropa da cor (foto: GEOFF GARRATT / POOL / AFP)

Morreu aos 99 anos o príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, do Reino Unido. A morte de Philip foi informada nesta sexta-feira, 9, pelo Palácio de Buckingham. O príncipe consorte estava perto de completar 100 anos em junho e desde 2017 estava aposentado da vida pública. Ao longo de décadas servindo à monarquia, o duque é lembrando pelo senso de humor ácido e seu trabalho independente à sombra de sua esposa, a rainha. Acompanhe por meio de fotos a história do consorte mais longevo.

Philip era filho do príncipe André da Grécia e Dinamarca e da princesa Alice de Battenberg. Ele nasceu na Grécia, mas era considerado membro das famílias reais grega e dinamarquesa, além de possuir parentesco com diversas outras linhagens reais da Europa.

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O pai era frequentador dos cassinos de Monte Carlo. A mãe entrou para um convento quando Philip tinha 10 anos. Deixado com parentes distantes, estudou em colégios na França, Alemanha e Grã-Bretanha até ser enviado para um austero internato escocês.

Ingressou na Marinha Real britânica e participou ativamente nos combates durante a Segunda Guerra Mundial no Oceano Índico e no Atlântico. Era um jovem de 18 anos quando conheceu Elizabeth antes da guerra. Ela tinha apenas 13 anos.

Casamento

 

Philip se casou com Elizabeth em 1947, cinco anos antes dela assumir o trono, com a morte do pai dela, o rei George VI. Desde então, Philip tinha o título de duque de Edimburgo e tornou-se o mais longevo consorte e o homem mais velho da História da monarquia britânica.

Philip, nomeado duque de Edimburgo, teve que renunciar aos títulos de nobreza anteriores e a sua religião ortodoxa, convertendo-se à Igreja Anglicana. Após o casamento, Philip voltou para a Marinha, onde chegou ao posto de comandante.

Em fevereiro de 1952, a morte prematura de seu sogro, o rei George VI, marcou o fim de sua carreira de oficial na Marinha e deu início ao período como príncipe consorte. O casal real estava em viagem ao Quênia, quando foi comunicado sobre o falecimento do rei, aos 56 anos, após anos de problemas de saúde. O casal voltou ao Reino Unido, onde a princesa foi coroada rainha e Philip passou a ser o consorte real – cônjuge do monarca reinante.

Com a coroação, o primeiro nome da linha de sucessão para o trono se tornou príncipe Charles, primeiro filho do casal. Além de Charles e Anne, o casal teve mais dois filhos: Andrew, nascido em 1960, e Edward, em 1964.Os dois tiveram seus dois primeiros filhos já nos anos seguintes: Charles, em 1948, e Anne, em 1950.


Filantropia e eventos 

 

Em 2017, ele se retirou das atividades públicas após ter participado de mais de 22.000 atos oficiais. Mas seu principal valor foi ser "o único homem do mundo a tratar a rainha como um ser humano, de igual para igual", afirmou certa vez Lorde Charteris, ex-secretário particular de Sua Majestade.

Philip assumiu seu papel secundário no reinado nos melhores e piores momentos. Segundo admitiu, foram muitos anos tateando e aprendendo a encontrar seu lugar à sombra da rainha e no coração dos britânicos, e no fim conseguiu um alto índice de popularidade, como sua esposa. Ele apoiava diversas entidades filantrópicas e foi o primeiro presidente do World Wildlife Fund (WWF), organização ambiental.

Apesar de boatos sobre sua infidelidade, o casal continuou unido e comemorou 70 anos de casamento em novembro de 2017. Philip esteve envolvido em diversas polêmicas por seu humor ácido e fala direta, além de ter sido acusado de ordenar a morte da princesa Diana, que morreu em um acidente de carro em Paris aos 36 anos. Um júri, entretanto, rejeitou as alegações por não encontrar indícios que as sustentassem. Porém, para o público, isso e outras situações ilustraram os sentimentos mistos do país a respeito do príncipe.

Com informações da AFP e da Reuters