Manifestação cobra justiça após casos de violência contra travestis

O ato é organizado pelo Fórum Cearense LGBT e o Grupo de Resistência Asa Branca (Grab), com apoio do Conselho Municipal dos Direitos Humanos da população LGBT de Fortaleza

11:27 | Mar. 10, 2017

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Debaixo de sol e chuva, movimentos LGBTs se reúnem na praça Luiza Távora, na Aldeota, em manifestação contra a LGBT-fobia. Segundo participantes, o protesto pede justiça pela morte da travesti Dandara dos Santos e do espancamento da travesti Hérica Izidório, além de políticas públicas de educação e saúde para evitar a ocorrência de crimes contra a comunidade LGBT e para conscientizar a sociedade acerca do tema. O protesto segue até o Palácio da Abolição.

 
Cerca de 250 pessoas participam do protesto. A organização do ato tem a expectativa de que representantes sejam recebidos pelo governador Camilo Santana no Palácio da Abolição. O movimento espera entregar documento com ações urgentes que visam melhorias para a comunidade LGBT.

Conforme a organização, o ato exige do Estado a apuração do assassinato de Dandara dos Santos e cobra respostas efetivas e permanentes para o combate à violência LGBTfóbica no Ceará. Além disso, os manifestantes pedem a implementação de espaços de acolhimento e atendimento jurídico à população LGBT, entre outras iniciativas.


O ato é organizado pelo Fórum Cearense LGBT e o Grupo de Resistência Asa Branca (Grab), com apoio do Conselho Municipal dos Direitos Humanos da população LGBT de Fortaleza.

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Reunião no Palácio da Abolição
Ocorre na manhã desta sexta-feira, 10, reunião no Palácio da Abolição de representantes dos poderes e entidades signatárias do "Pacto por um Ceará Pacífico". Será assinado decreto que permite que travestis e transexuais, vítimas de violência doméstica, sejam atendidas nas Delegacias da Mulher do Estado.


Além disso, serão assinados outros termos de cooperação, como o decreto que permite a tranxesuais e travestis o direito de ter seu nome social respeitado nos serviços prestados na estrutura do Governo e a inclusão de representantes do movimento LGBT nos Conselhos Comunitários de Defesa Social (CCDS), vinculados à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).