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Médicos cearenses discutem nova paralisação em protesto ao programa "Mais Médicos" do Governo Federal

11:17 | 09/07/2013

Em protesto às medidas do programa "Mais Médicos", publicado na última segunda-feira, 8, no Diário Oficial da União, o Sindicato dos Médicos do Ceará anunciou, nesta terça-feira, 9, uma possível paralisação nacional da classe médica.

De acordo com o presidente do sindicato, José Maria Pontes, existe um grupo nas redes sociais, no qual são discutidas algumas questões referentes à categoria, onde a decisão da paralisação é aceita por mais de 90% dos médicos.

Ainda segundo o presidente, "a classe médica não pode ficar omissa diante da destruição da saúde pública e da carreira dos médicos". De acordo com ele, a decisão vai ser discutida na reunião entre os 53 sindicatos regionais dos médicos e a Federação Nacional dos Médicos, que será realizada na próxima quinta-feira, 11, em Brasília. José Maria afirmou ainda que a categoria tenta marcar uma reunião com a presidente Dilma há mais de dez dias e não obtém resposta.

[SAIBAMAIS 1]

Em relação ao programa "Mais Médicos", do Governo Federal, o presidente do sindicato afirmou que essa é uma medida eleitoreira, apenas para mostrar para a população que o problema está sendo resolvido. "Ela (a presidente Dilma Rousseff) sabe que o problema não é esse. O governo não quer discutir a questão de maneira aprofundada, discutir o orçamento".

Entenda a notícia

De acordo com o programa "Mais Médicos", anunciado na última segunda-feira, os alunos de medicina que ingressarem em faculdades pública ou privadas terão que atuar dois anos no Sistema único de Saúde (SUS) para receberem o diploma. Com isso, o curso passará de 6 para 8 anos de duração.

 Rachel Gomes

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