FGC corrige informação relacionada à data de corte de garantias de credores do Will Bank

13:41 | Jan. 22, 2026

Por: Agência Estado

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) corrigiu uma informação divulgada na quarta-feira, 21, relacionada à data de corte no processo de garantia em favor de depositantes e investidores do Will Bank. A data da aquisição do Will Bank pelo Master foi 30 de agosto de 2024, e não 22 de agosto de 2024, como constava na informação divulgada anteriormente. Portanto, a data de corte é 31 de agosto de 2024.

Na quarta-feira, o FGC anunciou que o acionamento do processo de garantia em favor de depositantes e investidores do Will Bank, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central pela manhã.

Em nota, o FGC estima que o valor a ser pago será de cerca de R$ 6,3 bilhões, com base em dados de novembro do ano passado. A cifra final e o número de clientes elegíveis, porém, dependerão das informações entregues pelo liquidante.

O fato de a fintech fazer parte do conglomerado do Banco Master, liquidado em novembro, complica os cálculos, uma vez que alguns beneficiários podem já ter superado o limite de garantia.

Clientes que adquiriram produtos financeiras antes da aquisição do Master, em 2024, terão o direito preservados.

A partir de 31 de agosto daquele ano, nos casos das pessoas que tiverem aplicações em ambas instituições, os valores serão consolidados por CPF ou CNPJ, até o limite de R$ 250 mil, de acordo com o FGC.

Se o reembolso já tiver sido integralmente efetuado, não haverá ressarcimento adicional do FGC. Pela atualização mais recente, 448 mil dos 800 mil credores do Master já finalizaram o processo de solicitação das garantias. Os pagamentos começaram oficialmente na última segunda-feira.

O FGC ressalta ainda que não há prazo legal para o início dos pagamentos, embora assegure empreender esforços para começá-los no menor tempo possível. Em outras liquidações, o prazo esteve entre 30 e 60 dias.

O BC determinou a liquidação extrajudicial do Will Bank um dia após a Mastercard bloquear cartões da fintech pela falta de pagamento de valores devidos. A bandeira executou garantias de dívida e passou a ter parte das ações do Banco de Brasília (BRB) e da varejista de móveis online Westwing.