Comércio cearense é o 2º maior do Nordeste em 2025, segundo IBGE

O desempenho do Estado até novembro do ano passado ficou abaixo apenas do da Paraíba (4,7%), na região, com um índice 5 pontos percentuais maior que o nacional

11:42 | Jan. 15, 2026

Por: Maria Clara Moreira
A venda de artigos farmacêuticos e de perfumaria foi a que mais cresceu no ano (foto: FERNANDA BARROS)

O índice do volume de vendas no Ceará do comércio varejista ampliado foi o segundo maior do Nordeste no acumulado de 2025 até novembro, com um crescimento de 4,1%, ficando abaixo apenas da Paraíba (4,7%). 

Esta categoria, além do varejo normal, inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo.

No cenário nacional, o índice foi o quinto maior, com um desempenho 5 pontos percentuais (p.p.) acima do nacional (-0,3%). Os dados foram compilados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada nesta quinta-feira, 15.

Confira abaixo a atuação de cada Unidade Federativa (UF) no período:

  • Amapá: 7%
  • Tocantins: 4,9%
  • Mato Grosso: 4,8%
  • Paraíba: 4,7%
  • Ceará: 4,1%
  • Rondônia: 3,3%
  • Santa Catarina: 2,6%
  • Rio Grande do Norte: 2,4%
  • Pará: 2,2%
  • Acre: 2%
  • Espírito Santo: 1,8%
  • Rio Grande do Sul: 1,4%
  • Mato Grosso do Sul: 1,4%
  • Amazonas: 1,3%
  • Roraima: 1,2%
  • Pernambuco: 0,8%
  • Paraná: 0,5%
  • Distrito Federal: 0,5%
  • Alagoas: 0,4%
  • Minas Gerais: 0,1%
  • Sergipe: -0,1%
  • Piauí: -0,2%
  • Bahia: -0,3%
  • Goiás: -1%
  • Rio de Janeiro: -1,1%
  • Maranhão: -1,5%
  • São Paulo: -3,1%

De acordo com o levantamento, no período, apenas duas das onze atividades de divulgação analisadas apresentaram recuo: equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-11,4%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-1,8%).

Nas altas, destacaram-se os artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,8%) e o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (8%).

Ainda no acumulado, considerando apenas o comércio varejista, o desempenho do Estado também foi positivo no acumulado dos onze meses do ano. A alta foi de 3,3%, 1,8 p.p. maior que a do Brasil (1,5%).

Confira o desempenho do Ceará em cada atividade de divulgação em 2025:

Comércio Varejista (3,3%)

  • Combustíveis e lubrificantes: 5,2%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0,6%
  • Tecidos, vestuário e calçados: 5,8%
  • Móveis e eletrodomésticos: -0,3%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos: 9,8%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -1,8%
  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: -11,4%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 7,1%

Comércio Varejista Ampliado (4,1%)

  • Veículos, motocicletas, partes e peças: 4,7%
  • Material de construção: 2%
  • Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo: 8%

Considerando o comparativo mensal com outubro de 2025, a atividade comercial cearense também cresceu. As taxas foram de 2,1%, no varejo comum, e 0,4% no ampliado.

Cenário nacional

Em novembro de 2025, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 1% frente a outubro, na série com ajuste sazonal, e a média móvel trimestral foi de 0,5%. Frente a novembro de 2024, o volume de vendas do varejo cresceu 1,3%. O acumulado no ano e o dos últimos 12 meses foi de 1,5%.

No comércio varejista ampliado, o volume de vendas cresceu 0,7% em novembro. A média móvel foi 0,6%. Entretanto, na comparação anual frente ao mesmo período de 2024, no mês e no acumulado do ano, houve variação negativa, de -0,3%.

Na passagem de outubro para novembro de 2025, o comércio varejista teve taxas positivas em sete das oito atividades pesquisadas. O único resultado negativo foi em tecidos, vestuário e calçados (-0,8%). Na mesma comparação, o ampliado apresentou um resultado positivo, com material de construção (0,8%), e outro negativo, com veículos e motos, partes e peças (-0,2%).

Regionalmente, no comparativo mensal, o varejista normal teve resultados positivos em 23 das 27 UFs e o ampliado em 22 das 27.

Tenha acesso a mais conteúdo em nossos canais!

Mais notícias de Economia