Safra de soja terá novo recorde em 2026, aponta IBGE

Reforço principal deve vir da recuperação da produção do Rio Grande do Sul, que, no ano passado, sofreu com alagamentos

13:53 | Nov. 13, 2025

Por: Agência Estado
O clima estava bom para o cultivo, o que antecipou o plantio em algumas regiões (foto: Wenderson Araujo/Trilux)

O País deve colher um novo volume recorde de soja em 2026, segundo o primeiro Prognóstico da Produção Agrícola, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"É recuperação da soja em 2026 no Rio Grande do Sul", esclareceu Carlos Alfredo Guedes, gerente de Agricultura do IBGE. "Apesar de 2025 ter sido bom para a maioria dos estados, o Rio Grande do Sul ainda perdeu na safra."

Segundo Guedes, além da confirmação da recuperação da safra de soja gaúcha, ainda é necessário acompanhar a evolução do plantio e da produtividade no Centro-Oeste.

Ele conta que o clima estava bom para o cultivo, o que antecipou o plantio em algumas regiões. No entanto, houve falta de chuvas em seguida, o que reduziu o ritmo de plantio, além de ter havido relatos de algumas áreas que precisaram ser replantadas no Mato Grosso.

"As condições climáticas estão boas para o Rio Grande do Sul e não estão tão boas assim para a Região Centro-Oeste. Mas a expectativa é que as chuvas voltem para o Centro-Oeste", disse ele.

A primeira estimativa de produção para 2026 indica um aumento de 1,1% na safra de soja em relação a 2025, totalizando 167,7 milhões de toneladas. É esperado crescimento de 0,8% no rendimento médio e avanço de 0,3% na área plantada.

A safra agrícola brasileira será de 332,7 milhões de toneladas em 2026, queda de 3,7% em relação a 2025, 12,9 milhões de toneladas a menos. O principal motivo para essa redução é a base de comparação muito elevada em 2025, com a colheita em patamar recorde, afirmou Guedes.

O recuo na média global será puxado pelo milho, queda de 9,3% na produção ante 2025, menos 13,2 milhões de toneladas. São estimadas reduções também para o sorgo (-11,6% ou -604,4 mil toneladas), arroz (-6,5% ou -815,0 mil toneladas), algodão herbáceo em caroço (-4,8% ou -466,9 mil toneladas), trigo (-3,7% ou -294,8 mil toneladas), feijão (-1,3% ou -38,6 mil toneladas) e amendoim em casca (-2,1% ou -25,5 mil toneladas).

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