Marisa tem prejuízo de R$ 148,3 milhões no primeiro trimestre deste ano

Empresa cita baixo volume de estoque e período fraco para o varejo como desafios

18:09 | Jul. 16, 2024

Por: Ana Luiza Serrão
A direção da Marisa pontua que o início de 2024 foi para definir e testar um grande ajuste de rota. (foto: Igor de Melo para O POVO em 18.01.2013)

A varejista Marisa divulgou um prejuízo líquido de R$ 148,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, uma redução de 0,4% ante o prejuízo de R$ 149 milhões em igual período do ano anterior.

Empresa cita baixo volume de estoque e período fraco para o varejo como desafios.

As ações ordinárias da companhia subiam 0,69%, por volta das 15 horas e 30 minutos, desta terça-feira, 16, na Brasil, Bolsa, Balcão (B3).

A receita líquida da rede de moda feminina teve um recuo anual de 48,4%, saindo de R$ 490,1 milhões no primeiro trimestre de 2023 para R$ 252,7 milhões nos primeiros três meses de 2024.

Já a receita bruta caiu 46,4% no período, indo de R$ 644 milhões para R$ 345,5 milhões.

Um dos principais indicadores do mercado, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 74,8 milhões. Houve, ainda, redução de 25,8% nas vendas nas mesmas lojas (SSS, em inglês) físicas da Marisa, que conta com 235 em operação.

A direção da Marisa pontua que o início de 2024 foi para definir e testar um "grande ajuste de rota". "Foi tomada a decisão de retornar a marca ao seu DNA, voltado para a Classe C, público de referência da nossa penetração física."

A ideia da administração para retomar os ganhos de mercado inclui ajustes de sortimento, com novo posicionamento e percepção de preço para atrair e reter clientes, além de mudanças no layout das lojas, no que tange à comunicação visual.

A companhia cita, também, uma aceleração na adoção do cartão Marisa PL, fruto de parceria com a Credsystem. Cerca de 133 mil novos cartões foram emitidos no primeiro trimestre deste ano, ante 70 mil em igual período de 2023. O aumento foi de 88%.

"Esse crescimento expressivo ressalta o sucesso da nossa colaboração e demonstra como estamos ampliando o acesso ao crédito para nossas clientes", informou a companhia no balanço, divulgado ao mercado na noite da segunda-feira, 15.

Com a manutenção dos incentivos ao pagamento à vista, a Marisa teve ainda alta nessa modalidade de pagamento, atingindo 41% no primeiro trimestre. O índice era de 29% em igual período do ano passado.

Já o Pix atingiu participação ainda mais relevante no canal digital, segundo a Marisa. Isso porque 27% dos meios de pagamento utilizados eram via Pix no primeiro trimestre de 2024, contra 14% nos primeiros três meses de 2023.

Situação de crise no varejo brasileiro | Debates do O POVO

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