Moeda comum sul-americana: entenda o que é e o que pode mudar

Texto assinado por Alberto Fernández e Lula confirma a intenção de criar uma moeda comum sul-americana para transações tanto comerciais quanto financeiras

13:47 | Jan. 23, 2023

Por: Lennon Costa
Nesta foto de Hanodut divulgada pela Presidência argentina, o presidente argentino Alberto Fernandez (E) cumprimenta o presidente eleito Luiz Inácio Lula Da Silva. (foto: ESTEBAN COLLAZO / Presidência argentina / AFP)

Um artigo assinado de forma conjunta pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Alberto Fernández, confirma a intenção de criar uma moeda comum sul-americana para transações tanto comerciais quanto financeiras.

O texto assinado pelos chefes de Estado, à véspera do primeiro encontro bilateral entre presidentes dos dois países em mais de três anos, foi publicado neste domingo, 22, no diário argentino Perfil.

"Pretendemos quebrar as barreiras em nossas trocas, simplificar e modernizar as regras e incentivar o uso de moedas locais. Também decidimos avançar nas discussões sobre uma moeda sul-americana comum que possa ser usada tanto para fluxos financeiros quanto comerciais, reduzindo custos operacionais e nossa vulnerabilidade externa", escreveram Lula e Fernández.

O que é a moeda comum sul-americana

De acordo com o embaixador da Argentina, Daniel Scioli, o objetivo não é fazer com que os países membros do Mercosul deixem de usar suas próprias moedas, como o real, o guarani e os pesos argentino e uruguaio, mas sim formatar uma moeda única para as transações comerciais entre eles, sem depender do dólar.

Seria uma espécie de evolução do atual Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML), operado pelo Banco Central.

Como a nova moeda deve afetar os países

Os governos ainda não entraram em detalhes sobre o que vai mudar com uma eventual criação dessa moeda do Mercosul. No entanto alguns especialistas acreditam que é possível que o projeto se trate apenas de uma moeda digital usada em negociações, e não de forma corrente pela população.

Com Agência Estado

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