Magazine Luiza fica no assuntos mais comentados do Twitter após anúncio de programa só para trainees negros

Deputado Carlos Jordy (PSL) afirmou que está entrando com representação no Ministério Público contra a empresa para que seja apurado crime de "racismo reverso"

16:13 | Set. 19, 2020

A aquisição do site Kabum pelo Magazine Luiza é estimado em R$ 1 bilhão em recursos financeiros e mais ações (foto: Marcelo Aprígio / JC Imagem)
A decisão da Magazine Luiza em colocar apenas negros no próximo programa de trainees, antecipada pelo Broadcast, está entre os assuntos mais comentados do momento no Twitter neste sábado, 19. A decisão da empresa abriu um disputa nas redes sociais entre os que elogiam a medida e aqueles que acusam a Magalu de "racismo reverso" com brancos, usando a hashtag #MagazineLuizaRacista.
 
Dentre os críticos, estão o vice-líder do governo na Câmara, deputado Carlos Jordy. O deputado afirmou que está entrando com representação no Ministério Público contra a empresa para que seja apurado crime de racismo. O Presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, faz coro às acusações de racismo.
 

Estou representando ao Ministério Público a loja @magazineluiza para que seja apurado crime de racismo no caso do programa de Trainee só para negros. A lei 7.716/89 tipifica a conduta daquele que nega ou obsta emprego por motivo de raça.

— Carlos Jordy (@carlosjordy) September 19, 2020
 
"Magazine Luiza terá que instituir Tribunal Racial no seu RH para evitar que pardos e brancos consigam fraudar o processo seletivo que é exclusivo para pretos. Portanto, terá que fazer a análise do fenótipo dos candidatos, prática identificada com o nazismo."
 
Já a deputada federal Benedita da Silva (PT) compartilhou a matéria do Broadcast/Estadão em sua conta na rede social e destacou que a Magalu tem 53% de pretos e pardos em seu quadro de funcionários, mas apenas 16% deles em cargos de liderança.