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CNI: atividade na indústria da construção acentua queda

11:40 | 27/02/2015
A atividade na indústria da construção acentuou a queda em janeiro, ampliando a ociosidade do setor. É o que mostra a pesquisa Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta sexta-feira, 27, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador que mede a evolução da atividade no setor recuou para 36,9 pontos e o de número de empregados caiu para 37,8 pontos, segundo a pesquisa. O índice varia de zero a 100 pontos e abaixo de 50 pontos indica queda na atividade e no emprego.

"As quedas no nível de atividade e no número de empregados foram as mais intensas e disseminadas pelo segmento industrial desde o início da série histórica, em janeiro de 2010, e em todos os portes de empresas", diz a pesquisa.

A utilização da capacidade de operação caiu três pontos porcentuais, para 60%, o menor porcentual da série. Na comparação com janeiro de 2014, a queda é de 10 pontos porcentuais.

Com a fraca atividade do setor, as expectativas dos empresários para os próximos seis meses ficaram ainda mais pessimistas. Segundo a pesquisa, todos os índices atingiram os menores níveis das série, indicando "pessimismo disseminado pela indústria da construção".

Em fevereiro, o indicador que mede a expectativa para novos empreendimentos e serviços caiu para 44,3 pontos, ante 47,7 pontos registrados em janeiro. O de compras de insumos e matérias-primas recuou para 44,2 pontos (ante 47,1 pontos de janeiro). O indicador que mede a expectativa para número de empregados também caiu de 46,9 pontos em janeiro para 44,2 pontos em fevereiro. Segundo a CNI, todos os indicadores de expectativas ficaram abaixo da linha dos 50 pontos que separa o otimismo do pessimismo.

A retração da atividade e a baixa confiança tiveram repercussão nos investimentos do setor, segundo a pesquisa. O índice de intenção de investimento caiu 4,9 pontos em relação a janeiro, atingindo 35,9 pontos. As grandes empresas são as que menos estão dispostas a investir. O índice de intenção de investimento para as grandes construtoras caiu para 33,5 pontos (ante 37,6 pontos em janeiro).

O levantamento da CNI foi feito entre os dias 2 e 12 de fevereiro, com 586 empresas.

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