LinkedIn compra aplicativo Pulse
Para especialistas do setor, uma das razões por trás da compra seria a crescente sinergia entre recomendação de conteúdo e redes sociais. Compartilhar notícias em ambientes como Twitter, Facebook e até mesmo no LinkedIn é uma prática recorrente entre os usuários. Muitos recomendam diretamente dos sites de notícias, clicando nos botões referentes às redes. Outros nem saem de aplicativos agregadores, como o Pulse, que também "conversam" com as redes sociais.
Essa concepção já estava sendo trabalhada pelo LinkedIn, ainda que timidamente. Em 2011, a rede lançou o LinkedIn Today, que até hoje é um projeto experimental. É um espaço que reúne notícias relacionadas de alguma forma com seus interesses e rede de contatos. No ano passado, o site formou um grupo de executivos famosos que, em seus perfis, têm seus próprios blogs. A presidente da HP, Meg Whitman, e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estão entre os blogueiros.
"Nós acreditamos que o LinkedIn possa ser definitivamente uma plataforma de publicação profissional, onde se consome conteúdo e onde veículos vêm para compartilhar conteúdo", disse Deep Nishar, vice-presidente sênior do LinkedIn, no blog da rede social.
Como mais um recurso à sua disposição, o Pulse poderia ser um novo ambiente para receber os anunciantes do LinkedIn. Mas Peter Kafka, que escreve para o blog de tecnologia All Things D, do grupo do Wall Street Journal, avalia que a rede social pode adotar uma estratégia totalmente nova. "Como seria se o LinkedIn criasse um app, para seus assinantes pagos, que integrasse a base de dados do site com o conteúdo compartilhado pelas pessoas?", questiona.
Para ele, seria um produto parecido com o projeto que Dan Roth, o responsável pela área de conteúdo do LinkedIn, desenvolveu enquanto trabalhava na Fortune. Ele criou um software que conectava notícias sobre as 500 maiores empresas do mundo e associava aos perfis que seus funcionários mantinham no LinkedIn, rede que tem 200 milhões de usuários. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.