Irmãos são condenados por matar topiqueiro no Crato

A motivação do crime foi uma discussão antiga sobre o furto de um capacete, que ocorreu sete anos antes da execução

23:04 | Fev. 11, 2026

Por: Jéssika Sisnando
Foto de apoio ilustrativo. Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza (foto: Reprodução/ Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE) )

O Tribunal do Júri da Comarca do Crato condenou, na última segunda-feira, 9, os irmãos Audir Barboza Sampaio e Cícero Barboza Sampaio pelo assassinato do motorista de transporte alternativo Francisco Josué da Silva, conhecido como "Jorge". Somadas, as penas ultrapassam 40 anos de reclusão.

O crime aconteceu em abril de 2017. A execução ocorreu devido a uma rixa antiga envolvendo o suposto furto de um capacete.

O Conselho de Sentença acatou a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), reconhecendo as qualificadoras de motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Audir Barboza Sampaio, apontado como o autor dos tiros contra a vítima, foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Cícero Barboza Sampaio foi condenado a 18 anos e 9 meses de reclusão. Ele pilotava a moto que deu fuga ao irmão.

Conforme a sentença obtida pelo O POVO, o homicídio ocorreu na manhã de 24 de abril de 2017, na rua Tristão Gonçalves, conhecida como "Rua da Vala", no Centro do Crato. A vítima trabalhava como motorista de micro-ônibus, um topiqueiro, na linha Crato-Baixio.

De acordo com os autos, Jorge foi surpreendido pelos irmãos, que chegaram em uma motocicleta e Audir, que estava na garupa, sacou a arma e disparou contra a cabeça do motorista, que morreu no local.

Desentendimento ocorreu no ano de 2010 

A investigação apontou que o crime ocorreu em razão de um desentendimento iniciado em 2010, sete anos antes do caso. Os irmãos acusavam a vítima, injustamente, de ter furtado um capacete, fato que gerou uma inimizade. A vítima deixou duas filhas órfãs, ainda crianças na época.

A Justiça determinou a execução imediata das penas. Cícero Barboza está preso desde 2022 na Penitenciária de Petrolina, em Pernambuco, onde deverá continuar cumprindo a pena.

Audir Barboza, que foi o autor dos disparos, encontra-se foragido. Foi expedido mandado de prisão para a captura.