Adolescente teria participado da morte da madrasta em "Tribunal do Crime"
A Polícia Civil do Ceará identificou e capturou nessa segunda-feira,9, os suspeitos de matar uma comerciante, morta no último sábado, 7, em Ipaporanga
17:25 | Fev. 11, 2026
As equipes da Polícia Civil em Crateús capturaram duas pessoas apontadas pelo envolvimento na morte de uma mulher em Ipaporanga, no Ceará, sendo um adulto de 19 anos, identificado como Antônio Denilson Pereira Lima, e um adolescente de 16 anos, que é enteado da vítima.
A informação foi confirmada por meio de nota oficial divulgada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) nesta terça-feira, 10.
Segundo a pasta, Denilson possuía registros por furto qualificado, roubo e posse irregular de arma de fogo. O adolescente possuía registro de ato infracional análogo a outro crime de homicídio doloso.
Conforme a decisão da audiência de custódia obtida pelo O POVO, o crime teve características de execução sumária típica de "Tribunal do Crime".
A investigação aponta que a morte da mulher teria sido encomendada por uma facção criminosa, motivada por desavenças pessoais entre o enteado e a madrasta. A vítima teria, no passado, pedido uma "disciplina" para o jovem, o que teria gerado o revide fatal ordenado pelo grupo criminoso.
De acordo com os autos, na madrugada de sábado, a dupla atraiu a comerciante para uma área de mata no povoado Torrões sob o pretexto de beberem juntos. No local, o adulto utilizou um pedaço de madeira para golpear a cabeça da vítima até a morte, enquanto o enteado teria participado das agressões.
Após o crime, câmeras de segurança flagraram os dois retornando para a cidade caminhando tranquilamente, "como se nada tivesse ocorrido".
Prisão preventiva decretada pela Justiça
Antonio Denilson, foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima e corrupção de menores. O adolescente responderá por ato infracional análogo aos mesmos crimes.
Nesta terça-feira, 10, a Justiça converteu a prisão em flagrante de Denilson em prisão preventiva, garantindo que ele permaneça encarcerado enquanto responde ao processo, dada a gravidade concreta do delito e o risco de reiteração criminosa.
O nome da vítima não foi divulgado pelo O POVO para preservar a identidade do adolescente apreendido, uma vez que o parentesco direto poderia levar à identificação dele, em cumprimento ao que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).