Bolsonaro deixa hospital e volta à prisão na PF
00:01 | Jan. 02, 2026
Ex-presidente recebeu alta e deixou unidade onde estava internado desde 24 de dezembro para uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Ministro Alexandre de Moraes negou pedido de prisão domiciliar.O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta e deixou o Hospital DF Star no fim da tarde desta quinta-feira (01/01). Um comboio formado por batedores da Polícia Militar do Distrito Federal e carros pretos descaracterizados saíram há pouco da garagem do hospital localizado na Asa Sul, região central da capital federal, a poucos quilômetros de distância da Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro está preso desde novembro. Bolsonaro estava internado na unidade desde o último dia 24 e foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral . Em seguida, a equipe médica avaliou a necessidade de realizar outros procedimentos para conter o quadro de soluços. Nesta quarta-feira, o ex-presidente passou por uma endoscopia, quando os médicos constataram a persistência de esofagite e gastrite. Médicos que acompanham o ex-presidente informaram naquele mesmo dia ter havido uma melhora da crise de soluços e que já haviam programado alta para esta quinta-feira, caso não houvesse nenhum novo problema de saúde. Com a liberação hospitalar, Bolsonaro retorna à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso desde novembro após condenação de 27 anos e 3 meses pela trama golpista. Moraes negou pedido de prisão domiciliar Na manhã desta quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF ) Alexandre de Moraes negou pedido feito pela defesa do ex-presidente, solicitando prisão domiciliar de natureza humanitária após a alta. Na decisão, Moraes avalia que a defesa de Bolsonaro não apresentou "fatos supervenientes que pudessem afastar os motivos determinantes da decisão de indeferimento do pedido de prisão domiciliar humanitária proferida no dia 19 de dezembro de 2025". O documento reforça que permanece autorizado acesso integral dos médicos de Bolsonaro, com os medicamentos necessários, incluindo um fisioterapeuta, "e a entrega de comida produzida por seus familiares". md (Agência Brasil, ots)