Loja de móveis e decoração retira o termo "criado-mudo" de seu catálogo
O objetivo é chamar à atenção para o uso de termos racistas e que a sociedade comece a repensar o próprio vocabulário
12:01 | Nov. 22, 2019
A rede de móveis e decoração Etna anunciou que não usará mais o termo criado-mudo para se referir a produtos em seu catálogo e suas lojas. Em campanha lançada na última quarta-feira, 20, Dia da Consciência Negra, a empresa explicou os motivos que levam o termo a ter uma conotação racista.
O termo remete ao período da escravidão no Brasil, quando homens e mulheres ficavam imóveis ao lado da cama para atender aos seus “senhores”. O objetivo é chamar à atenção para o uso de termos racistas e que a sociedade comece a repensar o próprio vocabulário.
"Sem nos dar conta, ainda carregamos termos racistas como esse, mas sabemos que é sempre tempo de mudar e evoluir", afirmou a Etna em publicação no seu site. A empresa incentiva que o móvel seja chamado de mesa de cabeceira.
Confira o vídeo feito para divulgar a campanha #CriadoMudoNuncaMais